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SOBRE O HUMOR


HUMOR É O NOME QUE SE DÁ A CONDIÇÃO QUE FAZ VOCÊ RIR E CHORAR, FICAR ALEGRE OU TRISTE.

Se você chora ou ri dentro de um contexto, ou seja,  se você tem um motivo para tal, provavelmente você está com seu humor dentro da normalidade mas, quando não existe uma situação que justifique tais comportamentos, certamente seu humor está alterado e sua produção química está em desacordo. Procurar ajuda de um psiquiatra é a primeira indicação pois ele será o profissional que fará prescrição do medicamento mais adequado para regulação do seu humor; em seguida, você deve procurar um bom psicólogo, que o ajudará a fazer algumas mudanças comportamentais necessárias para que a medicação aumente sua eficácia e você tenha humor equilibrado.

E o que seriam estas mudanças comportamentais? Por exemplo, quando você vai ao cardiologista e este avalia alguma disfunção cardiológica, ele certamente prescreverá determinados medicamentos e procedimentos e o orientará a fazer caminhadas, dieta específica e diminuir seu padrão de exigência, entre outras recomendações. Tudo que vai além da medicação que seu médico prescreve, recebe o nome de mudança comportamental.

Com a saúde do seu cérebro (comumente chamada de saúde mental), você deve ter os mesmos cuidados dispensados aos outros órgãos do corpo. Você deve seguir as recomendações do seu psiquiatra, que é o profissional que mais entende da química do cérebro e começar algumas mudanças comportamentais como dar uma volta para se distrair, conversar com pessoas diferentes, cantar, dançar, andar de bicicleta ou seja, melhorar seu repertório.

Não espere abraçado ao sofá ou cama que a medicação faça milagres. Você tem que dar uma forcinha!

Boa sorte!

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Ansiedade, faça as pazes com ela!


Por Lourdes Sola

Gosto muito de trabalhar com analogias, com a relação de semelhança entre duas coisas. Deste modo, fica mais fácil entender uma situação. No caso abaixo, esta analogia é inversa.

Existe uma plantinha rasteira com o nome popular de ONZE HORAS em algumas regiões do Brasil. Esta planta tem um mecanismo facilitador para responder aos estímulos do ambiente. Quando o relógio se aproxima das onze horas e o sol esquenta, as folhas se abrem, formando uma palma. Assim que o sol vai baixando, ela se fecha naturalmente, todavia, se alguém  encostar  em suas folhas abertas, elas rapidamente se fecham para se proteger.

Na Ansiedade, nosso organismo também responde às situações do ambiente. A Ansiedade não brota do nada. É só fazer uma analise da situação que a evidência se mostra. Cada um de nós possui facilitadores biológicos e ambientais que favorecem a instalação e manutenção de um quadro ansioso.

É sabido na Analise do Comportamento que Ansiedade é resposta do nosso organismo às situações com as quais não sabemos lidar, logo, ao nos depararmos com situações para as quais não desenvolvemos habilidades para enfrentar, nosso organismo busca uma forma de proteção emitindo respostas físicas, como por exemplo, taquicardia, sudorese, tontura e outras.

Embora a maioria dos mecanismos corporais sejam controlados por meios químicos e físicos automáticos e involuntários, o ato de respirar pode ter controle voluntário e, desta forma, controlamos nosso ritmo respiratório para obtermos benefícios diante de um quadro ansioso. Quando controlamos a respiração, além de oxigenarmos o organismo, tiramos o foco do que tememos e baixamos a descarga de adrenalina, o principal hormônio liberado nesta condição, sem esquecer que a respiração é responsável pela oxigenação adequada e pelo equilíbrio do SNA (Sistema Nervoso Autonômico). Observando sua respiração você pode ajudar significativamente o seu organismo, pois você estará também tirando o foco da situação temida, desmontando o esquema de Adrenalina.

Bernard Rangê e Angélica Borba, (2008) em Vencendo o Pânico, dizem que:

“Um controle harmonioso das reações de energia do corpo depende do equilíbrio básico entre O2 (oxigênio) e CO2 (gás carbônico)..Este equilíbrio pode ser alcançado e mantido principalmente através do ritmo e da profundidade da respiração (quanto mais lenta e profunda for, mais relaxamento produz – de 10 a 14 respirações por minuto). Por outro lado, quanto mais rápida e curta a respiração, mais aumenta o nível de O2 e redução de CO2, logo, o desequilíbrio”. Neste ponto fazemos a Analogia Inversa: no caso da planta, o ambiente (alguém tocando às folhas)  antecipa um estado que viria naturalmente. Na Ansiedade você pode antecipar um quadro de equilíbrio que viria só quando cessasse o evento aversivo.

É importante aprender a identificar as situações que causam desconforto para assim desenvolver formas de enfrentamento. Para tanto, é preciso trabalhar em duas frentes; primeiro antecipando o equilíbrio, trabalhando a respiração e a mudança de foco; segundo, enfrentando situações aversivas, com as quais você não lida bem, trabalhando principalmente através da Assertividade.

Com a Assertividade você sempre vai falar dos sentimentos, ou seja, o que você sente, mas falar com a pessoa certa. Detalhe importante: procure não se apavorar diante dos sintomas (tontura, enjôo, taquicardia…), pois eles não lhe levarão à morte. Também, pare e pense no que está causando tais sintomas; será seu elevado padrão de exigência? Dificuldades no relacionamento?  Dificuldade no trabalho? Algo está causando e mantendo seu sofrimento.  Procure identificar e fazer as pazes com o inimigo.

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RELAÇÃO MÃE E FILHO – perguntas e respostas


** Entrevista para Boletim da Embraer – maio, 2014

Por que muitas mães se dedicam tanto aos filhos e esquecem de si mesmas?

No reino animal, o homem é o ser que passa maior período de dependência. Isso faz com que o papel da mãe que cuida se estenda mais que nas outras espécies. Na verdade elas não esquecem de si mesmas; elas fazem exatamente o que lhes dá mais prazer, que é cuidar. A mãe que cuida tem valor diferenciado e tem maior controle da situação. Isso a torna especial. Não é uma dedicação gratuita. O que elas não devem é esquecer de, paralelamente,desenvolver projetos próprios para que quando os rebentos forem conquistando independência, que é inevitável, o processo seja tranqüilo e que ela já tenha um outro foco.

– Como evitar o sentimento de culpa ao voltar a trabalhar?

Olha que interessante: se dividirmos a sociedade em três camadas; baixa, média e alta renda,vamos observar que as duas extremidades sofrem menos por motivos diversos e a média sofre mais. A classe com alta renda tem outros focos de atenção que não os filhos (viagens, encontros, dinheiro, etc.). A de baixa renda já vê o trabalho como a única forma de sobrevivência dos filhos e trabalha sem culpa, dando mais responsabilidade aos filhos (buscar o irmãozinho na escola, lavar os pratos etc.). Já a mãe a de média renda ainda carrega a carga cultural da mãe tempo integral. Como sofrer menos não é tão simples, pois cada mãe tem uma história e uma carga de valores e afeto. Contar com familiares, uma boa escola ou creche é fundamental. Arrume uma hora na sua AGENDA para BRINCAR ou CONVERSAR com seu filho. Quando estiver junto, esteja realmente junto.

Detalhe que muitas mães não se deram conta: a creche e a escolinha trazem um grande benefício para o desenvolvimento emocional. Desde muito cedo, a criança briga, brinca, divide, compartilha e se expõe as mais diversas situações que vão favorecer seu crescimento. Sofrerão menos de ansiedade principalmente a relacionada à habilidade social. Estes são fatores bastante positivos.

Outro detalhe: não deixe seu filho perceber que você está angustiada por deixá-lo para ir ao trabalho; ele pode começar a chantagear. A criança é muito astuta e manipuladora.

– O que fazer para não deixar o filho atrapalhar o casamento?

Quando o casal decide ter um filho, já deve contar com mudanças não só na dinâmica da relação, mas na vida de cada um. Um filho é um MARCO na vida das pessoas. Uma passagem grandiosa, mas que exige responsabilidade por parte dos dois. Quando há organização e parceria na relação, ninguém atrapalha ninguém e todos se sentem importantes. Lembre-se que ter filho hoje é uma escolha. Escolher implica em se responsabilizar.

– Como saber se os cuidados com o filho estão além da conta?

Depende do que se entende por cuidar. Cuidar não é fazer por ele e sim dar oportunidade:

* Dar OPORTUNIDADE para o filho DESEMPENHAR papéis pertinente à idade dele; isto fortalece a AUTO CONFIANÇA.

* É reforçar COMPORTAMENTOS ADEQUADOS. Se ele ajudou nos cuidados da casa, estudou ou foi responsável em qualquer situação, reconheça, agradeça e diga o quanto a participação dele foi importante.

* É solicitar a OPINIÃO e a AJUDA dele em ações da casa ou da família, fazendo-o se sentir importante nas decisões, sentindo-se parte da família.

* É falar dos seus SENTIMENTOS (positivos ou negativos), por exemplo: hoje fiquei muito feliz em passar a tarde com você! Gostei muito do que você fez! Nosso passeio me deixou feliz, foi muito bom estarmos juntos; ou, não gostei de sair sem você: fiquei triste! Não gostei que tivesse esquecido nosso compromisso! Fiquei triste com o seu comportamento (quando for inadequado)

* É orientar o filho sem sufocá-lo (excesso de autoridade).

* É dar limites na medida certa para desenvolver a segurança.

* Etc, etc, etc.

– O que muda no psicológico de uma mulher quando ela vira mãe?

São muitas mudanças físicas, químicas, sociais, laborativas e, conseqüentemente, psicólogicas. Os papéis mudam; ela deixa de ser somente filha e esposa e acrescenta o maior papel, que é o de mãe. Nós não funcionamos de forma isolada. Todos os nossos papéis se misturam.

O que é depressão pós-parto e por que isso acontece?

A resposta é longa, mas vou tentar simplificar. Muitos confundem uma tristeza passageira que acomete algumas mulheres no pós parto com Depressão Pós Parto. Pelo fato de a mulher passar por inúmeras mudanças físicas, químicas e sociais, pode acontecer um estado confusional e a mulher ficar perdida e entristecida. Um bom apoio familiar ajudará muito. Agora, se este estado vai se instalando aos poucos e se apresenta num período de três meses a um ano após o nascimento do bebê, a investigação deve ser mais criteriosa. Primeiramente, devemos que levar em consideração a base biológica e o histórico familiar, principalmente se ela tem parentes próximos (pai, mãe, avós) portadores de Transtorno Bipolar do Afeto. De modo geral, a DEPRESSÃO PÓS PARTO está ligada a mulheres com base biológica favorável ao TAB; a menos que ela esteja vivendo uma condição muito aversiva aí ela cairia no que chamamos de DESAMPARO APRENDIDO**. É importante procurar a ajuda de um bom psiquiatra que a avaliará e medicará.

– Como manter a auto estima das mamães?

A auto estima está mais relacionada com a forma que a pessoa se sente em relação ao outro – forma como interajo e sou aceita. Este fator é muitas vezes confundido com aparência. Se a pessoa se sente importante nas relações, fala dos sentimentos e se expõe de forma assertiva, ela se esforça pra melhorar a autoconfiança, baseando-se nas evidências, notando que ela já foi capaz de realizar e apostar em novas realizações. Como conseqüência, melhora-se e mantem-se a auto estima.

Obs.: Começamos a desenvolver nossa auto estima na relação com os pais ou pessoas que cuidam de nós, quando nos sentimos queridos e importantes. Quando ouvimos dos nossos pais coisas como: fiz aquela sopa que você gosta, gosto de ir ao cinema com você (independente do filme), você faz tal coisa muito bem. Quando fazemos algo errado, eles atacam o comportamento e não a pessoa, ex.: “fiquei triste porque você contou uma mentira” e não “você é um mentiroso”.

– Dê algumas dicas importantes para todas as mamães. 

Teria milhares de dicas para dar, mas não caberiam aqui. Então MAMÃE, curta tudo que estiver ao seu alcance nesta nova e grandiosa etapa! Não sofra pelo que não conseguir realizar pois tudo se deve ao momento e as circunstâncias que estamos vivendo. Nem sempre temos condições para fazermos tudo que desejamos.

Indique um site sobre o assunto.

Sites infelizmente não saberei informar. Certamente existem diversos, mas meu tempo, por ser tão curto,só me permite livros e cursos

** Só pra você tomar conhecimento: DESAMPARO APRENDIDO – Outro modelo animal de depressão estudado por Martin Seligman em 1975, caracterizado pela ausência de resposta à exposição a eventos incontroláveis que dificultam a aquisição de aprendizagens operantes imediatas, visto que nada podem fazer diante de tais situações.

Na psiquiatria, são apontados os sintomas abaixo como alguns dos componentes do quadro depressivo (DSM-IV-TR):

Humor deprimido, perda do prazer e interesse, alterações no sono e apetite, agitação ou pensamentos recorrentes sobre morte e ideação suicida.

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Aspectos nocivos da Televisão


Publicado originalmente no site boaSAUDE – http://www.boasaude.com.br/artigos-de-saude/5266/-1/aspectos-nocivos-da-televisao.html

Artigos de saúde

Aspectos nocivos da Televisão

© Equipe Editorial Bibliomed

A televisão tem uma influência enorme sobre a forma com que as crianças vêem nosso mundo. Desde que nascem e até os 18 anos de idade, as crianças passam mais horas vendo televisão do que na escola. Entre os aspectos positivos de ver televisão está o de aprender sobre outros estilos de vida e outras culturas. Na atualidade, as crianças entram para a escola sabendo mais do que as crianças antes da era da TV. Além disto, a TV pode ser um bom professor, mas muitas crianças passam tempo demais vendo televisão e, portanto experimentam algumas das conseqüências negativas descritas abaixo.

Aspectos Nocivos da Televisão

1. A televisão toma o tempo de tipos ativos de recreação

O excesso de televisão acarreta na diminuição do tempo dedicado a brincar com outras crianças, para usar a imaginação e pensar, participar nos esportes, música, arte e para outras atividades que requerem prática por parte da criança para que possa adquirir habilidade nelas.

2. A televisão diminui o tempo disponível para conversação e troca de opiniões.

A TV reduz as interações sociais com a família e com os amigos.

3. A televisão reprime a propensão para a leitura

Para ler é necessário pensar muito mais do que para ver televisão. A leitura melhora o vocabulário de uma criança. A queda das notas em leitura pode estar relacionada com o tempo excessivo passado em frente ao televisor.

4. Passar tempo demais vendo televisão (mais de 4 horas por dia) decididamente diminui o rendimento escolar

Este excesso de televisão interfere no estudo, a leitura e o tempo para pensar. Se as crianças não dormem o necessário porque estão vendo televisão, no dia seguinte não estarão suficientemente atentas para poder aprender bem.

5. A televisão reduz a vontade de fazer exercícios

Um estilo de vida inativo resulta em má forma física. Se isto é acompanhado pelo consumo freqüente de sanduíches, o hábito exagerado de ver TV pode contribuir para a criação de problemas de aumento excessivo de peso corporal (obesidade).

6. A publicidade na televisão estimula a demanda de posses materiais.

As crianças pequenas pressionarão seus pais para que comprem para eles os brinquedos anunciados. A televisão apresenta o materialismo como “o estilo de vida norte-americano”.

7. A violência na televisão pode afetar a forma como uma criança pensa a respeito da vida e de outras pessoas.

O fato de observar violência excessiva pode fazer com que uma criança torne-se muito temerosa com relação à sua segurança pessoal e futuro. A violência na televisão pode embotar a compaixão que uma criança normalmente sente para com as vítimas. Após ver programas de violência, as crianças pequenas podem ser mais agressivas em suas brincadeiras. Mesmo que a violência na televisão não aumente o comportamento agressivo para com os outros entre as crianças, pode aumentar este comportamento em crianças perturbadas ou impulsivas.

Prevenindo o vício de ver TV

1. Estimule a recreação ativa

Ajude seu filho a se interessar por esportes, brincadeiras, passatempos e música. De vez em quando, desligue a televisão e saia a caminhar ou brinque com seu filho.

2. Leia para seus filhos

Comece a ler para seu filho a partir de 1 ano de idade e estimule-o a ler sozinho. Alguns pais permitem um tempo de TV ou vídeo games, equivalente ao que passam lendo. Ajude-os a melhorar suas aptidões para conversar, passando mais tempo conversando com seus filhos.

3. Limite o tempo de ver televisão a 2 horas ou menos por dia

Uma alternativa é limitar a televisão para 1 hora por noite durante a semana e 2 ou 3 horas por dia nos fins de semana. Permita-lhes mais tempo quando houver algum programa educativo especial.

4. Não use a televisão como distração ou como babá para crianças em idade pré-escolar.

A televisão para crianças em idade pré-escolar deve esta limitada a programas especiais produzidos para crianças pequenas. Como a diferença entre fantasia e realidade nesta idade ainda não é clara, os programas normais de TV podem provocar medo.

5. Se a criança apresentar mau desempenho escolar, limite o tempo de TV a meia hora por dia.

Estabeleça a regra de que a criança deve terminar primeiro o dever de casa e suas obrigações antes de ver TV. Se o programa favorito da criança for transmitido antes dela terminar o dever de casa, considere a hipótese de gravar o programa para que ele possa vê-lo mais tarde.

6. Estabeleça a hora de dormir sem que este seja alterado por algum programa de TV que interesse a seu filho.

As crianças que são autorizadas a ficar acordadas até tarde vendo televisão normalmente estão muito cansadas no dia seguinte para lembrar o que foi ensinado na escola. Não permita que seu filho tenha uma TV em seu quarto, porque isto limita o controle que tem sobre o tempo que ele passa vendo televisão.

7. Desligue a televisão durante as refeições.

O tempo da família é demasiado valioso para desperdiçá-lo com programas de televisão. Além disto, não use a TV como música de fundo em sua casa. Se não gosta de casa silenciosa, tente escutar música instrumental.

8. Ensine seu filho a escolher com discernimento os programas

Ligue a televisão apenas para ver programas específicos. Não a ligue ao acaso para buscar algum programa interessante. Ensine seu filho a consultar o guia de programação antes de ligar a televisão.

9. Ensine a seu filho a desligar a televisão quando terminar um programa

Se a televisão permanecer ligada, seu filho provavelmente se interessará pelo programa seguinte e então será mais difícil desligar a televisão.

10. Estimule seu filho a ver programas educativos ou que ensinem valores humanos

Estimule-o para que veja documentários ou dramas reais. Use os programas a respeito do amor, o sexo, as disputas familiares, o alcoolismo e as drogas como forma de iniciar as discussões familiares sobre estes temas difíceis.

11. Proíba os programas violentos

Isto significa que deve saber o que seu filho esteja vendo e deve desligar a televisão se achar que o programa não for bom. Faça listas de programas que são adequados para que as crianças pequenas e as maiores vejam. Torne as crianças mais velhas responsáveis por retirar as menores do quarto, quando forem ver programas inadequados para menores. Se isto não for cumprido, desligue a TV. A disponibilidade de televisão a cabo e dos videocassetes permite que qualquer criança, de qualquer idade, tenha acesso às versões sem cortes dos filmes para adultos. Muitas crianças menores de 13 anos chegam a ter temores durante o dia e pesadelos à noite, porque viram estes filmes.

12. Caso permita que seu filho veja programas que mostram violência, fale com ele sobre as conseqüências desta.

Ensine a ele a forma como a violência prejudica a vítima e a família da vítima. Se seu filho está perturbado por um programa visto, certifique-se de conversar com ele a respeito.

13. Discuta os anúncios publicitários com seus filhos

Ajude-os a identificar os anúncios com alto grau de pressão para impulsionar vendas e as afirmações exageradas. Se seu filho quiser um brinquedo baseado em um personagem da televisão, pergunte como ele vai utilizar o brinquedo em casa (a resposta provavelmente o convencerá que o brinquedo servirá apenas para aumentar a coleção e não para brincar).

14. Explique as diferenças entre a realidade e a fantasia

Este tipo de classificação pode ajudar seu filho a desfrutar de um programa e contudo, compreender que o que está acontecendo na TV, pode não acontecer na vida real.

15. Dê exemplo

Se você passa muito tempo diante da TV, pode estar certo de que seu filho fará o mesmo. Além disto, o tipo de programa que vê transmite uma mensagem muito clara a seu filho.

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O que é importante se levar em conta na avaliação para cirurgia bariátrica


                                 (Direcionado a profissionais de saúde)

Por Lourdes Sola

Ao se avaliar um candidato à Cirurgia Bariátrica, muitas questões devem ser levadas em consideração:

* Como é a saúde mental deste paciente; se ele já é um adulto e também o histórico familiar, se for jovem (o adulto tem menos probabilidade de desenvolver um quadro psiquiátrico que um jovem).

Por que a saúde mental? Porque é uma intervenção que trás muitas mudanças na vida de uma pessoa. Ela vai sofrer mudanças não só comportamentais e psicológicas, mas também neuroquímicas. Um simples exemplo; alguns alimentos colaboram na produção da serotonina. A glicose (alimento das células cerebrais) colabora com o funcionamento do sistema límbico, que é relacionado às emoções, a tomada de decisões e uma série de outros eventos.

* Se o paciente não apresenta histórico transtorno Bipolar, Esquizofrenia, Transtorno de Personalidade – principalmente o Borderline – ou Transtorno do Controle do Impulso e não é usuário de qualquer Substância Psicoativa, ele pode ser um candidato com um bom prognóstico.

* Qual a relação desta pessoa com a comida.

* Se comer é o evento mais reforçador que esta pessoa tem, vai ficar difícil sofrer restrição alimentar. Ele sofre porque é gordo mas tem o prazer da comida. Aí ele se livra do que é ruim mas junto vai o que era super reforçador. Ele pode deprimir por ausência do que era reforçador.

*Que tentativas consistentes no sentido de reeducação alimentar já fez.

* O quanto de apoio social e familiar esta pessoa tem.

* Queconhecimento o paciente tem sobre o processo de intervenção cirúrgica e suas implicações, além de participação  em palestras e contato com pessoas que já tenham realizado a cirurgia.

* Se demonstra expectativas realistas em relação ao procedimento.

Concluindo, após toda esta análise, é importante que o candidato a tal processo cirúrgico não fique só na avaliação e sim, tenha um acompanhamento psicológico no pós cirúrgico até que se sinta confortável na sua nova roupagem.

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CONDUTAS ADEQUADAS PARA UM BOM DESENVOLVIMENTO DOS FILHOS


 Por Lourdes Sola

 A forma como nos relacionamos com o mundo é resultado da forma como o mundo se relacionou conosco durante nosso desenvolvimento!

 AJUDE NO FORTALECIMENTO DA  AUTO ESTIMA, DA  AUTO CONFIANÇA E DA RESPONSABILIDADE DO SEU FILHO:

 Não esqueça: se você reforça de forma positiva (reconhece, elogia) os comportamentos adequados do seu filho, a probabilidade de eles se comportarem de forma adequada aumenta!

 1- Reforce COMPORTAMENTOS ADEQUADOS – Se ele ajudou nos cuidados da casa, ajudou alguém, estudou, foi responsável em qualquer situação, reconheça, agradeça e diga quanto a participação dele foi importante.

 2- Solicite a OPINIÂO e a AJUDA dele em ações da casa ou da família. Faça-o se sentir importante nas decisões da família. Faça-o sentir-se parte da família.

 3- Não ATAQUE seu filho e sim OS COMPORTAMENTOS dele. Não diga: você é um relaxado ou um mentiroso! Diga:  hoje você não arrumou suas coisas, precisa melhorar determinada atitude;  hoje você contou uma mentira ou falou algo que não é verdadeiro e eu não gostei e não quero que tal comportamento se repita.

 4- Fale dos seus SENTIMENTOS (positivos ou negativos).  “Hoje fiquei muito feliz em passar a tarde com você! Gostei muito do que você fez! Nosso passeio me deixou feliz, foi muito bom estarmos juntos ou não gostei de sair sem você: fiquei triste! Não gostei que tivesse esquecido nosso compromisso!

 5- Não seja REPETITIVO. Quando não gostar de algo que seu filho fez, seja firme e fale uma vez só, dando a entender que não permitirá que tal comportamento se repita. Também não dê a mesma ordem muitas vezes. Se você combinou que tal hora era para ele estar pronto, de banho tomado para irem ao parque, se ele não cumprir, não vá e justifique. Isso evitará que você fale dez vezes e perca a autoridade.

 6 – Não o PREMIE de forma inadequada. Faça tal coisa (estude, arrume a casa etc.) que lhe dou X Reais ou tal objeto. Premiar inadequadamente faz com que o seu filho nunca se responsabilize por questões que são importantes na formação da sua personalidade e vai fazer com que sempre queira levar vantagem.

 7- Não dê CASTIGOS prolongados. Não desqualifique o castigo. Retire dele o que ele gosta, mas não por um mês ou mais. Este tipo de castigo perde a função pois logo ele arrumará algo que substitua.

 8- Não o CASTIGUE fisicamente. Quando agredimos alguém, mostramos o quanto não temos capacidade para argumentar e quão frágil somos. Além disso, para o filho, apanhar o torna pronto para repetir o comportamento . É como uma dívida que contraímos: pagando, estamos livres para contrairmos outra. Além da mensagem de que agredir o outro é permitido. Damos o modelo.

 9-  Não meça FORÇAS com o seu filho. O importante numa relação familiar não é provar quem pode mais. Espere o momento adequado para conversar e se coloque de forma clara e objetiva.

 10- Nunca AMEACE com castigos que você não tenha como cumprir, como por exemplo, colocá-lo na rua caso ele não se comporte bem.

 11- Arrume uma hora na sua AGENDA para BRINCAR  ou para CONVERSAR com seu filho.

12- Não aproveite a hora da CONVERSA  para dar BRONCAS ou CRITICÁ-LO.

 13- Dê OPORTUNIDADE para seu filho DESEMPENHAR  papéis pertinente à idade dele. Esta atitude fortalece a AUTO CONFIANÇA.

Publicado em Pânico, Sindrome do Panico

AJUDANDO A VENCER O PÂNICO


Como em qualquer batalha, você precisa conhecer o adversário para saber com que armas lutar.
Conhecer as armas, a dinâmica do inimigo e desenvolver estratégias para enfrentá-lo será a chave para seu sucesso. O primeiro ataque é uma surpresa. Pode ser que nem volte mais, Mas você sempre ficará apreensivo: – e se voltar?
Que tal se preparar e se fortalecer para um possível enfrentamento?
Com o PÂNICO é assim; a pessoa é pega desprevenida e o pior de tudo; a sensação de aniquilamento e de impotência é uma certeza. Depois do primeiro ataque, a preocupação principal agora é com o segundo, que muitas vezes nem chega a acontecer, mas que lhe deixa em estado de alerta. A partir de então, você deixa de fazer muitas coisas que antes eram rotineiras; deixa de ir a lugares, ver pessoas, enfim, muda toda sua rotina. Começa então uma peregrinação por consultórios médicos procurando uma explicação para o que lhe aconteceu. Não raro você ouvirá dos médicos que você clinicamente você não tem nada, mas também pode lhe dizer que “psicologicamente”, você tem algo.
Ai começa a questão; será que é Transtorno do Pânico ou será um ataque de Pânico em decorrência de quadro ansioso que pode ser uma fobia? É a partir do conhecimento sobre o que você apresenta que a solução se torna mais próxima e mais clara. Podemos ter um ataque de Pânico diante de uma situação com a qual julgamos não saber como lidar, ou mesmo diante de um objeto que nos pareça aversivo. Os sintomas são os mesmos em ambos casos.
Se você tem sudorese, taquicardia, enjôo, sensação de desmaio, sufocamento e etc diante de um rato, de uma barata, quando percebe uma tempestade se aproximando, até mesmo a presença seu chefe, ou seja, um evento que você julga ameaçador, você pode ter uma FOBIA, a qual precisa ser tratada com enfrentamento para diminuir sua ansiedade. Você vai junto com seu terapeuta aprender que as fobias são comportamentos aprendidos. Ira notar também que você pode conhecer o que de ameaçador realmente há na situação e ir se habituando e desaprendendo tal comportamento.
A Síndrome do Pânico é diferente; ela aparece sem um motivo aparente. Segundo alguns pesquisadores, por uma descompensação neuroquímica, segundo outros, por uma seqüência de acontecimentos estressantes ao longo do desenvolvimento. Também faz parte dos Transtornos Ansiosos. Você teve o primeiro, logo, vai ficar a espera do próximo ataque. Dependendo do lugar em que ocorreu, você começará a evitar este lugar na tentativa da não ocorrência de um novo episódio que é tão devastador que você acha que vai morrer. Mas fique tranqüilo; não existe na literatura, um único caso de morte por Pânico. E o que você precisa saber é como ele funciona, aceitá-lo e desenvolver estratégias de enfrentamento. Procure um psiquiatra. Ele vai avaliar se você precisa fazer uso de medicamentos. Se você tiver como fazer terapia, faça!  Oriento inicialmente que aceite o ataque. Se você se apavorar, seu corpo reagirá de forma mais intensa. Aprenda a respirar e a relaxar. Procure sentar-se confortavelmente, respire profundamente pelo nariz enchendo sua caixa torácica de ar, segure um pouco e solte pela boca também lentamente. Procure deixar seu corpo bem solto, bem relaxado. Você estará colocando em ação uma parte do seu sistema nervoso chamado parassimpático, que lhe dará uma grande ajuda fazendo você sair da crise. Logo os sintomas passarão e você verá que continua vivo e bem. Isso lhe fortalecerá para um próximo – se houver – e, em pouco tempo, não terá mais nenhum.
Use o medicamento que seu médico recomendar de modo adequado, sem interrupções e aprenda a enfrentar. Procure seguir sua rotina, pois só assim    você se fortalecerá.

 
Boa Sorte!