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UM POUCO DE HUMOR: DE QUAL MAL VOCÊ PADECE?


Quem nunca ouviu o dito popular; “de médico e de louco, todo mundo tem um pouco”!

Pois é; de paciente também!

Há dias em que você acorda e não tem vontade nenhuma de sair da cama, muito menos de casa, será que está com depressão?

Quando o dia começou você estava péssimo, chorava até quando alguém sorria, e no fim do dia, estava maravilhoso, dando altas gargalhadas, você pode te um transtorno bipolar!

Há outros em que está de mal com o mundo e todos querem o seu mal.Todos perseguem você; seria esquizofrenia?

O quê?! Você se incomoda se seu chefe olha tudo que você faz, até o jeito como você come? Não seria então fobia social?

Outros dias, seu coração dispara, sente um sufoco danado, nem pensa na possibilidade de estar apaixonado, só pensa que vai morrer. Será transtorno de pânico?

Quem sabe você está assustado, com medo de várias situações ou coisas? Você pode ter uma fobia simples ou generalizada!

E quando sua casa é seu único refúgio, o único lugar seguro? Estará com agorafobia?

Ah, e aquela situação em que você parece esperar por algo que acaba não chegando; você pode estar simplesmente ansioso!

Está querendo quebrar todos os espelhos da sua casa? Nenhum deles mostra o corpo que você tem, ou acha que tem? Será bulimia ou anorexia?

Juntando tudo isso; é assim que a gente é!

Se você às vezes, apresenta todos estes sintomas, SORRIA:

VOCÊ ESTÁ VIVO!

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SOLIDÃO NA MATURIDADE DOS TEMPOS MODERNOS (simples assim)


Tarde de sábado, ou pode ser domingo, não importa o dia.

Só sei que faz muito frio. Ou muito calor.

Nas ruas, só quem realmente precisa sair ou quem não tem onde morar.

Nós, no nosso canto aconchegante, coração vazio e um desejo de encontrar com quem conversar, com todo este frio, ou este calor, se valesse a pena… É que somos exigentes! Não conversamos com qualquer um!

Quando vamos amadurecendo, não é com qualquer pessoa que nos relacionamos.

Não falamos nossos segredos pra quem não compartilha as mesmas idéias.

E aí, vamos nos distanciando uns dos outros.

Têm horas em que começamos a nos questionar, quanto tempo de vida útil ainda temos!

Sim, porque antes envelhecíamos e servíamos como avôs ou avós.

Hoje, só nos sentimos úteis se ainda temos tempo para um relacionamento amoroso, um mestrado, um doutorado.

As coisas mudaram!

Até achamos bom!

Somos muito afetivos. E pensar que ainda temos chance pra tudo isso, nos dá um ânimo a mais.

Bem que queríamos uma casinha com lareira ou uma varanda com uma rede!

Um vinho para aquecer nosso coração ou um sorvete e alguém para, pelo menos, chamarmos de amigo!

Alguém pra ouvir nossos segredos, discutir coisas simples como um filme sobre Pablo Neruda, uns versos de Mário Quintana ou até uma música do grupo Ira

É tão simples o que desejamos!

Bom, não falamos isso porque estamos em desespero. Não! É só um desejo.

Temos muitas vezes, a solidão como companheira e ela não fala. O pior de tudo é que ela não fala!

Mas que bom que existe o computador… É! Podemos escrever uma crônica, um e-mail para um amigo invisível… É uma saída…

Mas de qualquer maneira, nos sentimos órfãos.

Que tal comprarmos um carro?

Com ele poderíamos sair, ver paisagens, pessoas andando sem compromisso pelas ruas, seguir por estradas sem fim…

É isso! Vamos dar um jeito de dizermos adeus à solidão!

Será?

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CONVIVENDO COM O ESTRESSE


Não faz muito tempo, ficar estressado até parecia coisa de gente importante, coisa de gente que tinha muitas atribuições. Era chique andar correndo! Não ter tempo para desperdiçar com coisa à toa fazia parte de uma agenda cheia de compromissos.

Competitividade, consumismo exagerada, dinâmica da vida do homem contemporâneo; aos poucos os efeitos foram se mostrando danosos para qualidade de vida. O homem passou a viver em estado de tensão exagerado; o famoso STRESS (em inglês).

A ampla literatura mostra que o estresse faz parte da história do ser vivo em geral, desde os primórdios da existência. É como o organismo se prepara para se defender do novo, pois toda situação nova requer formas adequadas de adaptação. Faz parte da preservação da espécie; isso que dizer o que o estresse também traz benefícios.

O estresse passa a ser patológico quando se caracteriza pela prevalência clinica de sintomas como irritabilidade, queda no rendimento, insônia, sono agitado, intolerância, comprometimento da memória, dificuldade para relaxar entre outros.

O que acontece com o corpo em situação de estresse é que existe uma glândula logo acima de cada rim chamada supra-renal ou adrenal, que produz um hormônio chamado adrenalina que tem como função preparar o organismo para a defesa, fazendo com que o sangue circule melhor no coração, cérebro, pulmões e músculos, deixando organismo em alerta.

Quando produção de adrenalina ocorrer por um período longo, e é o que normalmente acontece, seja por dificuldade com o trânsito, com finanças, família, trabalho, saúde, enfim, uma lista enorme de situações com as quais não conseguimos lidar de forma adequada, propiciam um acúmulo de adrenalina, sobrecarregando o organismo. O manejo inadequado dessas situações leva o indivíduo a desenvolver outras patologias como hipertensão arterial, psoríase, úlceras gástricas e até depressão.

Vale lembrar que não são só situações ruins que levam o organismo à falência. Casamento, um reencontro muito desejado, provas que levem a uma certificação, nascimento de um filho e até lançamento de um livro são situações que sobrecarregam o organismo.

O que se pode fazer é mudar comportamentos; buscar reforçadores (situações gratificantes) para a vida. Cobrar menos de si e dos outros.O alto padrão de exigência também é um agravante. Colocar hábitos saudáveis no cotidiano como esporte, rever amigos, aprender um relaxamento e procurar ajuda especializada como, por exemplo, um psicólogo e em muitos casos, um psiquiatra para uma ajuda medicamentosa.

O que não vale é o preconceito. Deve-se assumir que está com dificuldade e procurar ajuda, o que irá melhorar certamente, a qualidade de vida.


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SOBRE TRANSTORNOS DO HUMOR


Depressão- ( unipolar e  bipolar) 

Humor pode ser definido como o tônus da emoção ou amascara intensidade emocional. Este tônus pode estar dentro do padrão de normalidade, com leves oscilações; pode também estar em baixa por um período prolongado, que é o caso da depressão unipolar,( uma doença afetiva ou do humor) ou ainda estar oscilante de forma intensa, entre altos e baixos, passando por períodos de normalidade, que é conhecido como transtorno bipolar de humor ou depressão bipolar.

Depressão (unipolar) é  o estado em que o humor está em baixa por um período longo, de seis até doze meses. Neste período predomina o sentimento de menos valia, de culpa pouco definida, desesperança e comprometimento do desempenho, na qualidade do sono, lentificação motora, idéias suicidas entre outros sintomas. A pessoa não encontra explicação para tal estado. Nada a faz feliz! Nada a reforça positivamente! Este estado não pode ser caracterizado por perdas reais como de um familiar, de um emprego, ou outras condições médicas e muitas menos por uso de substâncias psicoativas. Porque daí, a doença de base seria outra, e não a depressão.

Outra alteração do afeto é o chamado transtorno bipolar de humor, que é caracterizado por  fases de depressão, alternadas com fases de  euforia (mania ou hipomania), intercaladas por períodos de  normalidade ao  longo da vida e que poderá ou não, ser acompanhado por sintomas psicóticos.

Para entender melhor, mania é um estado de extrema excitação. E a hipomania já é um estado mais leve, não chega ao extremo mas nota-se uma elevação da intensidade emocional.

Na fase de depressão bipolar, os sintomas são os já relatados. O que vai diferenciar a depressão unipolar da bipolar, é a forma como se apresenta. O curso da doença, com um período de duração menor que na depressão unipolar; é de  três a  seis meses, início em idade  precoce, (antes dos 25 anos), no pós parto,na personalidade basal hipertímica (caracterizada por alegria e alto nível de atividade), histórico familiar e ausência de resposta aos antidepressivos uma vez que a conduta medicamentosa é outra.  Já os que caracterizam o estado de mania, são: tendência à megalomania, sensação de poder e de bem estar, tendência a falar muito mais do que o usual, aceleração do pensamento com fuga de idéias, inquietação motora ou maior energia para atividades sociais, sexuais, distraibilidade e pouca necessidade de sono e outros.

Quanto à forma clínica, o transtorno de humor pode se apresentar como, estado depressivo, estado depressivo recorrente, bipolar tipo I (com mais sintomas de euforia) e tipo II, (com mais sintomas de depressão). A incidência é igual em homens e mulheres, com a diferença que a mulher apresenta início mais tardio, tem ciclagem mais rápida (mudança de uma fase para outra), predomina o tipo II até por uma questão hormonal e tem menos tendência a se tornar alcoolista, por questões sociais. Mas vale ressaltar, que a mulher procura mais ajuda que o homem e também adere ao tratamento com mais facilidade.

As formas de tratamento são; medicamentosa, com estabilizador de humor, antidepressivos e antipsicóticos (como prevenção e fase aguda) e psicoterapia com orientação familiar. Crianças também são acometidas pelo transtorno bipolar de humor, muitas delas, na fase de euforia, recebem o diagnóstico de TDAH (Transtorno de Défict de Atenção e Hiperatividade), uma vez que os sintomas são muito semelhantes. Na fase de depressão, ela pode  apresentar irritabilidade e agressividade. Todavia há um diferencial importante pois a criança com TDAH, não apresenta tendência suicida como a depressão bipolar. O acompanhamento médico. é particularmente importante porque é bastante comum que o paciente de bipolaridade deseje interromper a terapia medicamentosa .A interrupção do uso do medicamento recomendado, via de regra, desencadeia novos episódios da conduta característica à essa condição: estados de depressão mais intensa e maior exaltação na euforia. Quanto a psicoterapia, a eficácia da Terapia comportamental e cognitiva é inquestionável por trabalhar com reforçadores positivos, capacidade de discriminar contingências aversivas e desenvolver repertório adequado para lidar com eventos que possam interferir diretamente no quadro. A restrição ao uso de álcool e outras drogas, sono suficiente e em horário regular, alimentação equilibrada e atividade física adequada, são fatores importantes para uma boa qualidade de vida de quem sofre de tais transtornos.

 

 

Referência:

 

AKISKAL, H.S.; BOURGEOIS, M.I.; ANGST, J.; MÖLLER, H.J; HIRSCHIFIELD, R. – Re-evaluating the prevalence of and 59 (suppl. 1): 5-30, 2000  David S. Holmes (Artmed, 2001) e Compêndio de psiquiatria diagnostic comparision within the broad clinical spectrum of bipolar disorder. J Affec Disord de Harold I. Kaplan, Benjamin J. Sadock e Jack A. Grebb (Artmed, 1997).