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COMPORTAMENTO FAMILIAR DURANTE A GRAVIDEZ


Por Lourdes Sola

Ciúmes do filho com a vinda de um novo irmãozinho

O ciúme está presente em todas as espécies e funciona como uma resposta adaptativa, que tem como objetivo, a preservação de uma relação e que é reforçado culturalmente. (grifo meu).

As crianças não nascem com sentimentos bons ou ruins. Os sentimentos são instalados na relação com as pessoas que atuam diretamente na sua formação. Tudo começa na base da família, quando os pais valorizam os filhos desde sempre. Quando estão atentos aos sentimentos e comportamentos dos filhos, e os consequeciam de forma adequada, eles certamente desenvolverão sentimentos bons, tanto por ele como pelos outros.

Ajudar no desenvolvimento da auto-estima dos filhos é uma questão fundamental para que qualquer evento novo, inclusive o nascimento de um irmão, não seja visto como ameaçador. A receita é estar sempre atenta ao valor que a criança tem dentro da família e explicitar em todas as oportunidades; mostrar interesse pelo que a criança faz e pontuar o quanto a companhia dela é importante, principalmente com a chegada de um novo componente. Ficar atento ao que ele já pode e já sabe fazer. Não fazer por ele e sim, dar condições para que ele execute pequenas tarefas, sempre pontuando o quanto ele já sabe fazer.

Também vale lembrar que não é coerente fazer exigências acima da capacidade, pois o que pode parecer no primeiro momento um desafio, pode também desenvolver sentimento de menos valia por fracasso. Então, cada coisa ao seu tempo.

A agressividade de um irmão com o outro nesse período.

Este comportamento não se prende ao nascimento de um irmão. Para que isto aconteça, a agressividade é pré-existente. É uma questão de vulnerabilidade do indivíduo, associada a fatores ambientais, no caso de uma criança sem comprometimento neurológico nem neuroquímico, considere-se o que vem sendo relatado no presente texto.

É interessante atentar às diferenças de cada filho; não querer que todos respondam de forma igual aos eventos e também, não cair na tentação da comparação, como por exemplo: “seu irmão gostou tanto de tal coisa, não sei como você não gosta”. Um irmão não é igual ao outro embora filhos dos mesmos pais e viverem na mesma família. Salve as diferenças individuais! Vamos louvar a diversidade, pois só assim temos criatividade.

Um fator que poucas pessoas ficam atentas é que o ciúme é reforçado culturalmente; a ênfase que as famílias e os amigos dão para o ciúme. Os amigos quando vão visitar  um recém nascido e já tem uma outra criança, não perguntam se o primeiro está feliz e participando do acontecimento; perguntam sim, se ele “está com ciúme”. A própria família às vezes instala esse sentimento quando justifica qualquer situação normal dentro do desenvolvimento da criança. Na maioria das vezes, é um acontecimento que surgiria de qualquer forma. Aí a criança percebe o teor da fala dos adultos, e começa a repetir situações parecidas.

Como separar o tempo de um irmão para o outro.

Como citado anteriormente, os filhos não são iguais logo, as necessidades são diferentes. Se você pediu ajuda ao mais velho para cuidar do mais novo, e isso é muito importante, mostre pra ele o quanto de valioso que foi esse gesto, tanto que sobrou mais tempo para verem um desenho juntos, jogarem um partida de qualquer jogo, fazerem juntos uma pipoca ou algo que ele goste muito. Isso é de vital importância. Não deixe de pontuar o valor da companhia dele em qualquer atividade. Muitas vezes é tudo tão familiar, tão comum acontecer, que esquecemos de ressaltar esses pequenos detalhes .Concluindo, mesmo nas atividades em que executamos juntos, estamos separando o tempo de cada um; um está  recebendo cuidados, outro, está sendo nosso parceiro.

Como dar atenção aos dois ao mesmo tempo.

A correlação entre eventos é fato. No momento em que você está solicitando a participação de um filho, mostrando que confia na ajuda dele para cuidar do outro, você está dando atenção aos dois. Um você está alimentando, cantando pra ele dormir; o outro está sendo seu parceiro, dando condição dele participar da relação além de desenvolver a autoconfiança e desempenho. “Já sei como cuidar do meu irmãozinho, já sei cuidar de alguém”.

O que fazer para a aceitação do novo irmão.

Veja que os fatos não são isolados. Não existe receita pronta para qualquer relação. O que fazemos é investir na relação como um todo. O ser humano é muito complexo e como tal, sujeitos a todo tipo de contingências. É raro um filho não solicitar um irmãozinho, principalmente quando as famílias têm um bom repertório social e familiar. Ele vê priminhos nascendo, amigos da família também crescendo, e inevitavelmente solicitará a presença de um bebê na família dele também. Um fator fundamental nas relações familiares é estimular os componentes a observarem o valor das pessoas dentro desta comunidade chamada família. O modelo de boa relação familiar é determinante para a aceitação de um ou mais membros para esta família.

Conclusão

É fundamental que fiquemos atentos às boas relações, dentro da família.

Os sentimentos não têm hora para seu início; eles são desenvolvidos ao longo da vida na interação com as pessoas de referência, que podem se os pais, os avós ou cuidadores. É uma prática que acontece naturalmente  a partir da boa interação familiar

Autor:

MARIA DE LOURDES DA CUNHA SOLA PSICÓLOGA COMPORTAMENTAL E COGNITIVA ESPECIALISTA PELA USP - EXTENSÃO EM PSIQUIATRIA PELA ABP CRP: 06/46882-6 # Atendimento com hora marcada a adultos, adolescentes e orientação familiar. # Transtornos de Ansiedade como: Fobias, Pânico e Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).Estresse,Estresse´Pós -Traumático. #Transtornos do Humor como: Depressão, Transtorno Bipolar e Distimia. # Transtornos de Personalidade. # Transtorno do Impulso como:Oniomania (compra compulsiva), Jogo compulsivo e Tricotilomania ( arrancar cabelos), Amor Patológico entre outros. #Transtornos Alimentares; Anorexia e Bulimia. # Atendendimento ao dependente químico, trabalhando com Prevenção de Recaídas e Relaxamento. # Orientação familiar às famílias de pacientes portadores de Esquizofrenia #Psicóloga e pedagoga, formada pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), com especialização em Análise Comportamental e Cognitiva, pela Universidade de São Paulo (USP). # Membro do Núcleo de Análise do Comportamento de Santos e Região # Acompanhante Terapêutica na SENAT- Sessão Núcleo de Apoio ao Apoio ao Tóxicodependente da Prefeitura de Santos. # Supervisora de alunos de psicologia e profissionais recém formados # Psicóloga voluntária da ONG DIREITO A VIDA

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