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DECEPÇÃO AMOROSA NA ADOLESCÊNCIA


Materia originalmente publicada no site Viva Filhos

Decepção amorosa na adolescência

 

Todos nós sabemos que superar uma decepção amorosa não é tarefa fácil. Mas, durante a adolescência essas desilusões parecem ser piores. Os pais que hoje passam por situações parecidas com seus filhos, certamente não conseguirão lembrar com clareza todas as aflições que já passaram na própria adolescência.

Pais, não se aflijam! “A adolescência é um período mágico em que num único dia, o jovem consegue ser quente e frio, pequeno e grande, alegre e triste, rápido e lento, medroso e valente, forte e frágil, preguiçoso e trabalhador, bruto e meigo. Tudo isso em apenas um dia!”, afirma a Maria de Lourdes da Cunha Sola, Psicóloga, especialista em terapia comportamental e cognitiva pela USP.

A adolescência é uma etapa transitória na qual o jovem entra no mundo do adulto e começa a se desprender do mundo infantil. Nessa fase, até mesmo por uma questão de maturidade, eles costumam apostar tudo em uma relação presente. “São muitas as transformações ocorridas na vida do adolescente e os amores vividos nesse período, representam um porto seguro diante das tempestades. É o momento no qual o jovem se auto-afirma”, explica a especialista.

Segundo a psicóloga, toda separação representa um luto. É uma fase de sofrimento tanto na vida do adulto como na do adolescente. Durante a essa etapa, as perdas são mais complicadas, uma vez que milhares de descobertas e mudanças estão ocorrendo juntamente com o sentimento de perda.

Ainda que na adolescência a sociabilidade seja maior que em outras fases da vida, a insegurança também é muito grande. Por isso, a atenção e carinho dos pais são essenciais. Se o seu filho passou por uma decepção amorosa e você não sabe o que fazer para ajudá-lo, muita calma e atenção. Saber valorizar e respeitar o sentimento e compreender a dor sentida pelo seu filho demonstrará que você está ao lado dele.

Para a psicóloga Maria de Lourdes Sola, acolher sem criticar é a melhor forma de ajudar o adolescente. “É um período em que não adianta os pais falarem frases do tipo ‘eu sempre percebi que ele (a) não servia pra você’. Atitudes como essas só irão piorar a situação. Em outras palavras, vocês estarão dizendo: ‘filho você é um trouxa e não percebeu o tipo de pessoa com a qual namorava e o sofrimento será duplo”, ressalta.

Se a relação entre você e seu filho sempre foi aberta, se o respeito e a amizade sempre existiram, o seu colo será o primeiro que ele irá procurar. Agora, se nunca existiu esta relação, não será no período de luto que os pais conseguirão esta aproximação. “Forçar uma conversa sobre um assunto que ele não quer falar e, principalmente, num momento em que tudo o que ele precisa é de respeito a sua privacidade, só piorará a situação”, finaliza a psicóloga.

Autor:

MARIA DE LOURDES DA CUNHA SOLA PSICÓLOGA COMPORTAMENTAL E COGNITIVA ESPECIALISTA PELA USP - EXTENSÃO EM PSIQUIATRIA PELA ABP CRP: 06/46882-6 # Atendimento com hora marcada a adultos, adolescentes e orientação familiar. # Transtornos de Ansiedade como: Fobias, Pânico e Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC).Estresse,Estresse´Pós -Traumático. #Transtornos do Humor como: Depressão, Transtorno Bipolar e Distimia. # Transtornos de Personalidade. # Transtorno do Impulso como:Oniomania (compra compulsiva), Jogo compulsivo e Tricotilomania ( arrancar cabelos), Amor Patológico entre outros. #Transtornos Alimentares; Anorexia e Bulimia. # Atendendimento ao dependente químico, trabalhando com Prevenção de Recaídas e Relaxamento. # Orientação familiar às famílias de pacientes portadores de Esquizofrenia #Psicóloga e pedagoga, formada pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), com especialização em Análise Comportamental e Cognitiva, pela Universidade de São Paulo (USP). # Membro do Núcleo de Análise do Comportamento de Santos e Região # Acompanhante Terapêutica na SENAT- Sessão Núcleo de Apoio ao Apoio ao Tóxicodependente da Prefeitura de Santos. # Supervisora de alunos de psicologia e profissionais recém formados # Psicóloga voluntária da ONG DIREITO A VIDA

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