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CASO CLÍNICO DE FOBIA ESPECÍFICA A SANGUE


 

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

 

Especialização em Terapia Comportamental e Cognitiva: Teoria e Aplicação

Terapeutas: Maria de Lourdes da Cunha Sola

Flávia Cristina de Carvalho

Cliente: C.A. 21 anos, universitário 

Resumo

A fobia específica a sangue é um subtipo de fobia  que leva o indivíduo a apresentar uma reação orgânica que pode levar à síncope. Pode ser causada ao ver sangue ou ferimentos, ao receber injeção ou submeter-se a procedimentos médicos invasivos, além de, freqüentemente, se caracterizar por uma vigorosa resposta física. No caso presente, o cliente C., de 21 anos, estudante, foi encaminhado pelo setor de Psiquiatria do Hospital Universitário para atendimento em co-terapia com alunos do curso de especialização em Terapia Comportamental e Cognitiva da USP. O relato verbal  do cliente referia-se a episódios recorrentes desde a infância. Os atendimentos ocorreram no próprio hospital, no período de março a novembro do ano de 2006, dentro da abordagem analítico-comportamental em co-terapia. O atendimento foi semanal, iniciando em consultório,com entrevista, histórico de contingências, inventário de assertividade e técnica tensão aplicada.  Depois de analisadas as contingências de reforçamento, foi realizado um trabalho de exposição gradual, seguindo uma  hierarquia  pré-determinada, desde ensaio encoberto passando por manuseio de materiais (seringas, agulhas e garrote) até a coleta do próprio sangue.  Durante o período de atendimento, o cliente apresentou  facilitadores para mudança de comportamento, uma vez que, por livre iniciativa, fez aproximações aos eventos fóbicos pesquisando na internet e assistindo filmes envolvendo cenas de sangue. Durante o período de atendimento, o caso evoluiu de forma positiva com uma tolerância significativa , chegando à habituação. Nas duas últimas exposições, não houve ocorrência de sintomas físicos e o relato final  foi de agradecimento às terapeutas, pelos reforçamentos positivos que recebeu e pela aquisição de repertório de enfrentamento que adquiriu. Acrescentou que, nos últimos atendimentos, o que lhe causou  aversão  foi  presenciar o sofrimento humano, o que foi reforçado pelas terapeutas, explicando que se trata de uma questão filogenética.

Palavras-chave: fobia,  sangue, exposição, habituação

 

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FELIZ ANO NOVO MESMO QUE VELHO


Todos os meios de comunicação no início do ano, retratam o recomeço. Como se sempre fechássemos um porta para abrirmos outra. Deixando para trás toda uma história. O que acontece é que a humanidade tem uma grande necessidade de fronteiras, de limites para não se perder, para não deixar a vida fluir sem sentido. Precisamos saber que as etapas da vida têm tempo determinado para serem vividas. É por isso que é importante sabermos que a vida tem um tempo limitado ou seja, que existe morte. Para que não deixemos tudo eternamente para depois. Estas fronteiras que a vida nos dá, é que fazem com que fiquemos alertas o tempo todo sobre o que estamos fazendo das nossas vidas. Se um ano durasse tantos dias quanto dura uma década, teoricamente o valor seria mesmo mas em termos de sentido para a existência humana, seria muito pobre em realizações, em emoção e em sentido. É por esta razão, que devemos louvar, quem inventou as “fronteiras”.

Um abração para todos!