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SOBRE ANSIEDADE-Por Raquel Rodrigues S. de Melo-Psicóloga Cognitiva -colaboradora


ATIRE A PRIMEIRA PEDRA, QUEM NUNCA SENTIU ANSIEDADE!!!!!

Origem dos sintomas: Quem, em algum momento da sua existência, não sentiu aquele friozinho na barriga e/ou no estomago, coração disparado, suor excessivo, rosto afogueado, tensão muscular, náusea, vômitos e uma vontade imensa de fugir? Ao fazer uma prova, uma entrevista de emprego, namorar, casar, etc…? Então, todas estas sensações têm um nome: ANSIEDADE, que nada mais é que uma resposta corporal “normal” quando enfrentamos uma situação nova, desconhecida ou quando nos percebemos ameaçados. Sensações que herdamos dos nossos ancestrais: os homens das cavernas, como instinto de sobrevivência e preservação da vida. Definição da palavra “Ansiedade”: Termo grego “ANSHEIN”, que significa: “estrangular”, “sufocar”, “oprimir”. Termo correlato angústia, origina-se do latim “ANGOR” que significa: “opressão”, “falta de ar”, e ANGERE que significa “causar pânico”. Quando a ansiedade deixa de ser uma reação normal e se torna patológica? Biologicamente a ansiedade pode ser definida como um estado emocional ligado à percepção de contextos ambientais: lugares, pessoas, atividades, etc… que são comparados à vivência anterior (memória) e que ativam sistemas cerebrais específicos com função adaptativa (sucesso do indivíduo). (Gray, 1987) Portanto, a ansiedade torna-se patológica quando o ser humano perde a característica adaptativa e passa a evidenciar sintomas fisiológicos que ultrapassam o seu limite, desencadeando prejuízo funcional. Isso ocorre por conta de uma excitação excessiva do Sistema Nervoso Central que leva o indivíduo a fazer uma interpretação subjetiva de uma situação de perigo irreal. Alta ansiedade, alto grau de desenvolvimento de doenças como: Transtorno do Pânico; Transtorno do Estresse Pós Traumático; TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), Fobias, Depressão. Anorexia; Bulimia. Origens da Ansiedade: • Genética: pais muito ansiosos podem gerar crianças ansiosas, ou seja, a criança já nasce com uma pré- disposição para desenvolver os sintomas. Desde cedo, ainda bebê, já se percebe esse comportamento ansioso, que aparece na avidez do mamar, na dificuldade para dormir, agitação, choro freqüente (sem causa), teimosia, possessão e, às vezes, hiperatividade.. • Infância carente e problemática: relação de conflitos entre os pais; lares desestruturados; dificuldade da família em passar afeto e suprir as carências afetivas da criança, faz com que ela cresça insegura, com baixa auto-estima internalizando sentimentos e sensações negativas de que a qualquer momento coisas ruins poderão acontecer. • Dificuldade em aceitar e incorporar fatos e intercorrências novas ou desconhecidas. O que é conhecido nos dá a sensação de segurança e de controle, enquanto que o novo, gera a sensação de “medo”, de incertezas. • Outras situações que podem desencadear quadros ansiosos e desequilíbrio emocional: eventos traumáticos, cobranças profissionais, pressão social, familiar, pressão escolar, doenças, perdas de status, afetiva, material, financeira.. Pensamento X Ansiedade A característica psíquica principal do estado ansioso é o pensamento acelerado. Através dessa ruminação incessante da mente, a pessoa cria a falsa impressão de que poderá controlar, antecipar, se libertar das situações estressoras e/ou terá tudo sob controle, gerando confusão mental, desgaste de energia e comportamentos inadequados. Quando tomar medicação e/ou fazer psicoterapia? Quando as sensações corporais ultrapassarem os limites do indivíduo causando mal estar físico e descontrole emocional. As medicações são indicadas para equilibrar a descarga de noradrenalina que ocorre devido à excitação do Sistema Nervoso Central gerando os sintomas corporais. A psicoterapia ajudará na identificação e reconhecimento das causas que provocam a ansiedade desencadeando comportamentos disfuncionais, como também, auxiliá-lo a manejar e canalizar a sua ansiedade de forma positiva para obter uma vida mais tranqüila e saudável.

 Raquel é Psicóloga Clínica e Psicopedagoga formada pela Puc de Campinas, com especialização em Terapia Comportamental e Cognitiva pela USP. Atendimento para crianças, adolescentes e adultos. End. Av. Ana Costa, 414 – cj 93 – Gonzaga Tefs. (13) 3014-0064 e (13) 9743-4005 – Email: rrsm13@gmail.com