Publicado em Pânico, Sindrome do Panico

AJUDANDO A VENCER O PÂNICO


Como em qualquer batalha, você precisa conhecer o adversário para saber com que armas lutar.
Conhecer as armas, a dinâmica do inimigo e desenvolver estratégias para enfrentá-lo será a chave para seu sucesso. O primeiro ataque é uma surpresa. Pode ser que nem volte mais, Mas você sempre ficará apreensivo: – e se voltar?
Que tal se preparar e se fortalecer para um possível enfrentamento?
Com o PÂNICO é assim; a pessoa é pega desprevenida e o pior de tudo; a sensação de aniquilamento e de impotência é uma certeza. Depois do primeiro ataque, a preocupação principal agora é com o segundo, que muitas vezes nem chega a acontecer, mas que lhe deixa em estado de alerta. A partir de então, você deixa de fazer muitas coisas que antes eram rotineiras; deixa de ir a lugares, ver pessoas, enfim, muda toda sua rotina. Começa então uma peregrinação por consultórios médicos procurando uma explicação para o que lhe aconteceu. Não raro você ouvirá dos médicos que você clinicamente você não tem nada, mas também pode lhe dizer que “psicologicamente”, você tem algo.
Ai começa a questão; será que é Transtorno do Pânico ou será um ataque de Pânico em decorrência de quadro ansioso que pode ser uma fobia? É a partir do conhecimento sobre o que você apresenta que a solução se torna mais próxima e mais clara. Podemos ter um ataque de Pânico diante de uma situação com a qual julgamos não saber como lidar, ou mesmo diante de um objeto que nos pareça aversivo. Os sintomas são os mesmos em ambos casos.
Se você tem sudorese, taquicardia, enjôo, sensação de desmaio, sufocamento e etc diante de um rato, de uma barata, quando percebe uma tempestade se aproximando, até mesmo a presença seu chefe, ou seja, um evento que você julga ameaçador, você pode ter uma FOBIA, a qual precisa ser tratada com enfrentamento para diminuir sua ansiedade. Você vai junto com seu terapeuta aprender que as fobias são comportamentos aprendidos. Ira notar também que você pode conhecer o que de ameaçador realmente há na situação e ir se habituando e desaprendendo tal comportamento.
A Síndrome do Pânico é diferente; ela aparece sem um motivo aparente. Segundo alguns pesquisadores, por uma descompensação neuroquímica, segundo outros, por uma seqüência de acontecimentos estressantes ao longo do desenvolvimento. Também faz parte dos Transtornos Ansiosos. Você teve o primeiro, logo, vai ficar a espera do próximo ataque. Dependendo do lugar em que ocorreu, você começará a evitar este lugar na tentativa da não ocorrência de um novo episódio que é tão devastador que você acha que vai morrer. Mas fique tranqüilo; não existe na literatura, um único caso de morte por Pânico. E o que você precisa saber é como ele funciona, aceitá-lo e desenvolver estratégias de enfrentamento. Procure um psiquiatra. Ele vai avaliar se você precisa fazer uso de medicamentos. Se você tiver como fazer terapia, faça!  Oriento inicialmente que aceite o ataque. Se você se apavorar, seu corpo reagirá de forma mais intensa. Aprenda a respirar e a relaxar. Procure sentar-se confortavelmente, respire profundamente pelo nariz enchendo sua caixa torácica de ar, segure um pouco e solte pela boca também lentamente. Procure deixar seu corpo bem solto, bem relaxado. Você estará colocando em ação uma parte do seu sistema nervoso chamado parassimpático, que lhe dará uma grande ajuda fazendo você sair da crise. Logo os sintomas passarão e você verá que continua vivo e bem. Isso lhe fortalecerá para um próximo – se houver – e, em pouco tempo, não terá mais nenhum.
Use o medicamento que seu médico recomendar de modo adequado, sem interrupções e aprenda a enfrentar. Procure seguir sua rotina, pois só assim    você se fortalecerá.

 
Boa Sorte!

Publicado em Pânico, Sindrome do Panico

Transtornos do Humor


Humor pode ser definido como o tônus da emoção ou a intensidade emocional. Este tônus pode estar dentro do padrão de normalidade, com leves oscilações; pode também estar em baixa por um período prolongado, que é o caso da depressão unipolar,( uma doença afetiva ou do humor) ou ainda estar oscilante de forma intensa, entre altos e baixos, passando por períodos de normalidade, que é conhecido como transtorno bipolar de humor ou depressão bipolar.

Depressão (unipolar) é o estado em que o humor está em baixa por um período longo, de seis até doze meses. Neste período predomina o sentimento de menos valia, de culpa pouco definida, desesperança e comprometimento do desempenho, na qualidade do sono, lentificação motora, idéias suicidas entre outros sintomas. A pessoa não encontra explicação para tal estado. Nada a faz feliz! Nada a reforça positivamente! Este estado não pode ser caracterizado por perdas reais como de um familiar, de um emprego, ou outras condições médicas e muitas menos por uso de substâncias psicoativas. Porque daí, a doença de base seria outra, e não a depressão.

Outra alteração do afeto é o chamado transtorno bipolar de humor, que é caracterizado por fases de depressão, alternadas com fases de euforia (mania ou hipomania), intercaladas por períodos de normalidade ao longo da vida e que poderá ou não, ser acompanhado por sintomas psicóticos.
Para entender melhor, mania é um estado de extrema excitação. E a hipomania já é um estado mais leve, não chega ao extremo mas nota-se uma elevação da intensidade emocional.

Na fase de depressão bipolar, os sintomas são os já relatados. O que vai diferenciar a depressão unipolar da bipolar, é a forma como se apresenta. O curso da doença, com um período de duração menor que na depressão unipolar; é de três a seis meses, início em idade precoce, (antes dos 25 anos), no pós parto,na personalidade basal hipertímica (caracterizada por alegria e alto nível de atividade), histórico familiar e ausência de resposta aos antidepressivos uma vez que a conduta medicamentosa é outra. Já os que caracterizam o estado de mania, são: tendência à megalomania, sensação de poder e de bem estar, tendência a falar muito mais do que o usual, aceleração do pensamento com fuga de idéias, inquietação motora ou maior energia para atividades sociais, sexuais, distraibilidade e pouca necessidade de sono e outros.

Quanto à forma clínica, o transtorno de humor pode se apresentar como, estado depressivo, estado depressivo recorrente, bipolar tipo I (com mais sintomas de euforia) e tipo II, (com mais sintomas de depressão). A incidência é igual em homens e mulheres, com a diferença que a mulher apresenta início mais tardio, tem ciclagem mais rápida (mudança de uma fase para outra), predomina o tipo II até por uma questão hormonal e tem menos tendência a se tornar alcoolista, por questões sociais. Mas vale ressaltar, que a mulher procura mais ajuda que o homem e também adere ao tratamento com mais facilidade.

As formas de tratamento são; medicamentosa, com estabilizador de humor, antidepressivos e antipsicóticos (como prevenção e fase aguda) e psicoterapia com orientação familiar. Crianças também são acometidas pelo transtorno bipolar de humor, muitas delas, na fase de euforia, recebem o diagnóstico de TDAH (Transtorno de Défict de Atenção e Hiperatividade), uma vez que os sintomas são muito semelhantes. Na fase de depressão, ela pode apresentar irritabilidade e agressividade. Todavia há um diferencial importante pois a criança com TDAH, não apresenta tendência suicida como a depressão bipolar. O acompanhamento médico. é particularmente importante porque é bastante comum que o paciente de bipolaridade deseje interromper a terapia medicamentosa .A interrupção do uso do medicamento recomendado, via de regra, desencadeia novos episódios da conduta característica à essa condição: estados de depressão mais intensa e maior exaltação na euforia. Quanto a psicoterapia, a eficácia da Terapia comportamental e cognitiva é inquestionável por trabalhar com reforçadores positivos, capacidade de discriminar contingências aversivas e desenvolver repertório adequado para lidar com eventos que possam interferir diretamente no quadro. A restrição ao uso de álcool e outras drogas, sono suficiente e em horário regular, alimentação equilibrada e atividade física adequada, são fatores importantes para uma boa qualidade de vida de quem sofre de tais transtornos.
Bibliografia

Akiskal HS. Special issue on circular insanity and beyond: historic contributions of French psychiatry to contemporary concepts and research on bipolar disorder. J Affect Disord. 2006;96:141-43.

Barlow,D. H.; Durand, V.M. (2008) Psicopatologia: Uma abordagem integrada .4.ed. – São Paulo-Congage Learning
 Fester, C. B. A (1973). Funcional Analysis of Depression. American Psychologist, 23, 1

Publicado em Sindrome do Panico, Uncategorized

SOBRE ANSIEDADE-Por Raquel Rodrigues S. de Melo-Psicóloga Cognitiva -colaboradora


ATIRE A PRIMEIRA PEDRA, QUEM NUNCA SENTIU ANSIEDADE!!!!!

Origem dos sintomas: Quem, em algum momento da sua existência, não sentiu aquele friozinho na barriga e/ou no estomago, coração disparado, suor excessivo, rosto afogueado, tensão muscular, náusea, vômitos e uma vontade imensa de fugir? Ao fazer uma prova, uma entrevista de emprego, namorar, casar, etc…? Então, todas estas sensações têm um nome: ANSIEDADE, que nada mais é que uma resposta corporal “normal” quando enfrentamos uma situação nova, desconhecida ou quando nos percebemos ameaçados. Sensações que herdamos dos nossos ancestrais: os homens das cavernas, como instinto de sobrevivência e preservação da vida. Definição da palavra “Ansiedade”: Termo grego “ANSHEIN”, que significa: “estrangular”, “sufocar”, “oprimir”. Termo correlato angústia, origina-se do latim “ANGOR” que significa: “opressão”, “falta de ar”, e ANGERE que significa “causar pânico”. Quando a ansiedade deixa de ser uma reação normal e se torna patológica? Biologicamente a ansiedade pode ser definida como um estado emocional ligado à percepção de contextos ambientais: lugares, pessoas, atividades, etc… que são comparados à vivência anterior (memória) e que ativam sistemas cerebrais específicos com função adaptativa (sucesso do indivíduo). (Gray, 1987) Portanto, a ansiedade torna-se patológica quando o ser humano perde a característica adaptativa e passa a evidenciar sintomas fisiológicos que ultrapassam o seu limite, desencadeando prejuízo funcional. Isso ocorre por conta de uma excitação excessiva do Sistema Nervoso Central que leva o indivíduo a fazer uma interpretação subjetiva de uma situação de perigo irreal. Alta ansiedade, alto grau de desenvolvimento de doenças como: Transtorno do Pânico; Transtorno do Estresse Pós Traumático; TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), Fobias, Depressão. Anorexia; Bulimia. Origens da Ansiedade: • Genética: pais muito ansiosos podem gerar crianças ansiosas, ou seja, a criança já nasce com uma pré- disposição para desenvolver os sintomas. Desde cedo, ainda bebê, já se percebe esse comportamento ansioso, que aparece na avidez do mamar, na dificuldade para dormir, agitação, choro freqüente (sem causa), teimosia, possessão e, às vezes, hiperatividade.. • Infância carente e problemática: relação de conflitos entre os pais; lares desestruturados; dificuldade da família em passar afeto e suprir as carências afetivas da criança, faz com que ela cresça insegura, com baixa auto-estima internalizando sentimentos e sensações negativas de que a qualquer momento coisas ruins poderão acontecer. • Dificuldade em aceitar e incorporar fatos e intercorrências novas ou desconhecidas. O que é conhecido nos dá a sensação de segurança e de controle, enquanto que o novo, gera a sensação de “medo”, de incertezas. • Outras situações que podem desencadear quadros ansiosos e desequilíbrio emocional: eventos traumáticos, cobranças profissionais, pressão social, familiar, pressão escolar, doenças, perdas de status, afetiva, material, financeira.. Pensamento X Ansiedade A característica psíquica principal do estado ansioso é o pensamento acelerado. Através dessa ruminação incessante da mente, a pessoa cria a falsa impressão de que poderá controlar, antecipar, se libertar das situações estressoras e/ou terá tudo sob controle, gerando confusão mental, desgaste de energia e comportamentos inadequados. Quando tomar medicação e/ou fazer psicoterapia? Quando as sensações corporais ultrapassarem os limites do indivíduo causando mal estar físico e descontrole emocional. As medicações são indicadas para equilibrar a descarga de noradrenalina que ocorre devido à excitação do Sistema Nervoso Central gerando os sintomas corporais. A psicoterapia ajudará na identificação e reconhecimento das causas que provocam a ansiedade desencadeando comportamentos disfuncionais, como também, auxiliá-lo a manejar e canalizar a sua ansiedade de forma positiva para obter uma vida mais tranqüila e saudável.

 Raquel é Psicóloga Clínica e Psicopedagoga formada pela Puc de Campinas, com especialização em Terapia Comportamental e Cognitiva pela USP. Atendimento para crianças, adolescentes e adultos. End. Av. Ana Costa, 414 – cj 93 – Gonzaga Tefs. (13) 3014-0064 e (13) 9743-4005 – Email: rrsm13@gmail.com

Publicado em Pânico, Sindrome do Panico, Uncategorized

CRÔNICA


A TRAJETORIA DE UMA PSICÓLOGA 

Tudo começou com a escolha; “isso ou aquilo”, já diria  Cecília Meireles! Ou se escolhe medicina e não se escolhe psicologia, ou se escolhe psicologia e não se escolhe medicina.”Isso ou aquilo”. Eu escolhi psicologia! O primeiro ano, “Deus nos acuda”; cada professor que entrava  na sala, falava um monte de nomes e de teorias como se tudo fosse familiar a todos. Várias vezes, coloquei o pé para fora e os colegas me puxaram de volta. Levei  um tempo até a linguagem se tornar familiar, para isso, dias e dias na biblioteca. É, no meu tempo o Google não era nada familiar. Sobrevivendo ao primeiro ano, os quatro restantes, que sufoco; não havia tempo para respirar senão junto a filósofos, psicólogos, pesquisadores e afins. Os estágios; maravilha! Já me sentia psicóloga. Quando alguém  me perguntava o que estava fazendo, respondia de boca cheia; estou terminando o curso de psicologia. Já começava a ver as pessoas de forma diferente. Achava que tinha o olhar mais clínico e mais crítico que qualquer pessoa. Ledo engano! O problema começoude fato, no estágio de clínica quando fui atender o primeiro paciente. Quem não sentiu o que eu senti, “atire a primeira pedra”. Ele estava marcado para às cinco da tarde. Tudo ensaiado com a supervisora, papel de anamnese na mão, é só seguir os passos. Tremendo dos pés à cabeça, olho fixo no relógio, cada minuto parecia uma hora. Tomara que ele se atrase ou até não venha. Cada minuto que ele atrasava, meu coração pulava mais forte.  E ele não veio! Ufa! Fui salva pelo gongo! Mas um dia ele, o primeiro, virá! Aí começa o grande questionamento; e se ele souber mais do que eu? Quanta insegurança! Meu primeiro paciente na clínica da faculdade, para aumentar mais meu sofrimento, vertia-se de branco e era muito bonito. Alto, branquinho, cabelinho raspado, só pode ser médico! Passei pela sala de espera, e mais adiante uma colega que perguntou; quem vai atender a este médico? E eu respondi enchendo o peito de medo e orgulho: – Eu! Subi a escada para preparar a sala. Chegando la, joguei no chão  os livros que trazia e pensei em voz alta: e agora? Respirei fundo, lembrei dos ensaios e chamei o moço. Um gracinha, diria a Hebe! Ele não era médico, era cabeleireiro. Fizemos um vínculo muito bom e fui muito bem orientada pela minha supervisora. Depois, vem a formatura. Colação, festa, fotos e despedidas. O primeiro ano de formada optei em ficar na clinica da faculdade no projeto recém formados. Não se ganha dinheiro mas se tem o respaldo da faculdade no que diz respeito à supervisão e prática. Quanto sorri e quanto chorei com os pacientes! Leva um tempo para você se habituar com o sofrimento. Saí da clinica da faculdade com cinco pacientes e montei meu consultório. E como dizia uma mestra, um tanto pessimista ou realista; para iniciar uma profissão de psicóloga ou você é bem nascida ou bem casada. E eu não era uma coisa nem outra. E é preciso ter dinheiro para investir; cursos, congressos, livros, supervisão e terapia pessoal. É, psicólogo tem que fazer terapia! Bom, jogar na loteria não era minha prática. Prefiro coisas mais concretas. Fui fazer algo para vender. Aliás, vendi muito sanduíche natural e muito perfume para pagar a faculdade. Sempre sonhei muito alto, não financeiramente, mas conhecimento. Fazer especialização na USP fazia parte desses sonhos. Cheguei lá e muito além! Ter muito conhecimento, ser uma excelente terapeuta, quem não sonha? E só com muito estudo muita,troca com colegas, cursos, congressos,uma busca eterna. Enquanto eu viver, quero ser psicóloga, a melhor profissão do mundo.

Publicado em Pânico, Sindrome do Panico

E POR FALAR EM MEDO…


  MEDO OU FOBIA?

 (Como surge?)

O medo é uma resposta natural do organismo a um evento aversivo e faz parte de uma história de aprendizado. Você já reparou que as crianças e os animais novinhos não sentem medo? Eles comecam a sentir medo a partir do momento em que sao expostos a uma situação que lhes causa sofrimento, desconforto ou que os adultos lhe passem os modelos O medo é desenvolvido na interação do indivíduo com seu ambiente. Mas, e ruim sentir medo? – Não! O medo faz parte da preservação da espécie; e uma proteção. Se não sentimos medo, não sobrevivemos pois ficamos expostos a todos os eventos de risco. O medo prepara o organismo para se defender ou atacar, seguindo uma ordem do cérebro. Ainda bem que tais eventos não estão constantemente presentes em nossas vidas, pois desta forma chegaríamos ao estresse. Fobia vem de Fobos, palavra grega que deu nome a um dos um dos filhos de Ares (Marte) e Afrodite(Vênus), personagens da mitologia grega, e que faz parte dos Transtornos de Ansiedade. A fobia também é uma resposta do organismo, aprendido da mesma forma que o medo, só que é uma resposta disfuncional . Veja como se aprende: a mesma resposta que seu organismos apresenta diante de um perigo real,apresenta diante de uma evento que para a maioria das pessas é neutro.O coração dispara, o corpo treme, a boca fica seca, e tudo mais.  Durante seu desenolvimento ou por aprender com seus iguais, ou por um acontecimento traumático, você começa a parear. Se entra num elevador e é assalto, foi um evento real. Mas  se toda vez que você vir umelevador,  associar ao assaltante e passa mal, quer dizer que um elemento lembra o outro e você passa a subir só de escada, se com o passa do tempo você mantiver este padrão de resposta, você desenvolver uma fobia espacífica.E como saber se é medo ou fobia? Por exemplo, se você passar mal diante de um leão, é medo; se passar mal diante de uma borboleta, é fobia. O cérebro, através do seu Sistema Nervoso Autonômico (Simpático), coloca seu corpo em estado de prontidão, sempre preparado para o ataque ou para a fuga. Quero deixar calar, que nem todos que passam por eventos traumáticos, viram fóbicos. Tudo vai depender do organismo, do repertório comportamental e outros. E por que e necessário fazer tratamento para nos livrarmos das fobias? E importante pois a fobia faz parte do grupo de Transtorno de Ansiedade e, como todo Transtorno, desequilibra a existência, limitando o repertório comportamental pois o individuo vai deixando de se expor ao seu ambiente, perdendo entao a oportunidade de ser reforçada. Todos precisam entrar em contato com diversas situações e solicitações da vida e, vivendo em situação de esquiva, não se vai ao encontro destas solicitações. É importante diferenciar o que perigo e o que desagrado e, principalmente, desenvolver estratégias de enfrentamento diante de um ou outro evento.E como a fobia é considerada como um comortamento aprendido, você pode desenvolver formas mais adaptativas e criar o que se chama HABITUAÇÃO.

Publicado em Pânico, Sindrome do Panico, Uncategorized

SÍNDROME DO PÂNICO


Como em qualquer batalha, você precisa conhecer o adversário para saber com que armas lutar.
Conhecer as armas, a dinâmica do inimigo e desenvolver estratégias para enfrentá-lo será a chave para seu sucesso. O primeiro ataque é uma surpresa. Pode ser que nem volte mais, Mas você sempre ficará apreensivo: – e se voltar?
Que tal se preparar e se fortalecer para um possível enfrentamento?
Com o PÂNICO é assim; a pessoa é pega desprevenida e o pior de tudo; a sensação de aniquilamento e de impotência é uma certeza. Depois do primeiro ataque, a preocupação principal agora é com o segundo, que muitas vezes nem chega a acontecer, mas que lhe deixa em estado de alerta. A partir de então, você deixa de fazer muitas coisas que antes eram rotineiras; deixa de ir a lugares, ver pessoas, enfim, muda toda sua rotina. Começa então uma peregrinação por consultórios médicos procurando uma explicação para o que lhe aconteceu. Não raro você ouvirá dos médicos que você clinicamente você não tem nada, mas também pode lhe dizer que “psicologicamente”, você tem algo.
Ai começa a questão; será que é Transtorno do Pânico ou será um ataque de Pânico em decorrência de quadro ansioso que pode ser uma fobia? É a partir do conhecimento sobre o que você apresenta que a solução se torna mais próxima e mais clara. Podemos ter um ataque de Pânico diante de uma situação com a qual julgamos não saber como lidar, ou mesmo diante de um objeto que nos pareça aversivo. Os sintomas são os mesmos em ambos casos.
Se você tem sudorese, taquicardia, enjôo, sensação de desmaio, sufocamento e etc diante de um rato, de uma barata, quando percebe uma tempestade se aproximando, até mesmo a presença seu chefe, ou seja, um evento que você julga ameaçador, você pode ter uma FOBIA, a qual precisa ser tratada com enfrentamento para diminuir sua ansiedade. Você vai junto com seu terapeuta aprender que as fobias são comportamentos aprendidos. Ira notar também que você pode conhecer o que de ameaçador realmente há na situação e ir se habituando e desaprendendo tal comportamento.
A Síndrome do Pânico é diferente; ela aparece sem um motivo aparente. Segundo alguns pesquisadores, por uma descompensação neuroquímica, segundo outros, por uma seqüência de acontecimentos estressantes ao longo do desenvolvimento. Também faz parte dos Transtornos Ansiosos. Você teve o primeiro, logo, vai ficar a espera do próximo ataque. Dependendo do lugar em que ocorreu, você começará a evitar este lugar na tentativa da não ocorrência de um novo episódio que é tão devastador que você acha que vai morrer. Mas fique tranqüilo; não existe na literatura, um único caso de morte por Pânico. E o que você precisa saber é como ele funciona, aceitá-lo e desenvolver estratégias de enfrentamento. Procure um psiquiatra. Ele vai avaliar se você precisa fazer uso de medicamentos. Se você tiver como fazer terapia, faça! Oriento inicialmente que aceite o ataque. Se você se apavorar, seu corpo reagirá de forma mais intensa. Aprenda a respirar e a relaxar. Procure sentar-se confortavelmente, respire profundamente pelo nariz enchendo sua caixa torácica de ar, segure um pouco e solte pela boca também lentamente. Procure deixar seu corpo bem solto, bem relaxado. Você estará colocando em ação uma parte do seu sistema nervoso chamado parassimpático, que lhe dará uma grande ajuda fazendo você sair da crise. Logo os sintomas passarão e você verá que continua vivo e bem. Isso lhe fortalecerá para um próximo – se houver – e, em pouco tempo, não terá mais nenhum.
Use o medicamento que seu médico recomendar de modo adequado, sem interrupções e aprenda a enfrentar. Procure seguir sua rotina, pois só assim você se fortalecerá.

Boa Sorte

Publicado em Pânico, Sindrome do Panico, Uncategorized

SOBRE TRANSTORNOS DO HUMOR


Depressão- ( unipolar e  bipolar) 

Humor pode ser definido como o tônus da emoção ou amascara intensidade emocional. Este tônus pode estar dentro do padrão de normalidade, com leves oscilações; pode também estar em baixa por um período prolongado, que é o caso da depressão unipolar,( uma doença afetiva ou do humor) ou ainda estar oscilante de forma intensa, entre altos e baixos, passando por períodos de normalidade, que é conhecido como transtorno bipolar de humor ou depressão bipolar.

Depressão (unipolar) é  o estado em que o humor está em baixa por um período longo, de seis até doze meses. Neste período predomina o sentimento de menos valia, de culpa pouco definida, desesperança e comprometimento do desempenho, na qualidade do sono, lentificação motora, idéias suicidas entre outros sintomas. A pessoa não encontra explicação para tal estado. Nada a faz feliz! Nada a reforça positivamente! Este estado não pode ser caracterizado por perdas reais como de um familiar, de um emprego, ou outras condições médicas e muitas menos por uso de substâncias psicoativas. Porque daí, a doença de base seria outra, e não a depressão.

Outra alteração do afeto é o chamado transtorno bipolar de humor, que é caracterizado por  fases de depressão, alternadas com fases de  euforia (mania ou hipomania), intercaladas por períodos de  normalidade ao  longo da vida e que poderá ou não, ser acompanhado por sintomas psicóticos.

Para entender melhor, mania é um estado de extrema excitação. E a hipomania já é um estado mais leve, não chega ao extremo mas nota-se uma elevação da intensidade emocional.

Na fase de depressão bipolar, os sintomas são os já relatados. O que vai diferenciar a depressão unipolar da bipolar, é a forma como se apresenta. O curso da doença, com um período de duração menor que na depressão unipolar; é de  três a  seis meses, início em idade  precoce, (antes dos 25 anos), no pós parto,na personalidade basal hipertímica (caracterizada por alegria e alto nível de atividade), histórico familiar e ausência de resposta aos antidepressivos uma vez que a conduta medicamentosa é outra.  Já os que caracterizam o estado de mania, são: tendência à megalomania, sensação de poder e de bem estar, tendência a falar muito mais do que o usual, aceleração do pensamento com fuga de idéias, inquietação motora ou maior energia para atividades sociais, sexuais, distraibilidade e pouca necessidade de sono e outros.

Quanto à forma clínica, o transtorno de humor pode se apresentar como, estado depressivo, estado depressivo recorrente, bipolar tipo I (com mais sintomas de euforia) e tipo II, (com mais sintomas de depressão). A incidência é igual em homens e mulheres, com a diferença que a mulher apresenta início mais tardio, tem ciclagem mais rápida (mudança de uma fase para outra), predomina o tipo II até por uma questão hormonal e tem menos tendência a se tornar alcoolista, por questões sociais. Mas vale ressaltar, que a mulher procura mais ajuda que o homem e também adere ao tratamento com mais facilidade.

As formas de tratamento são; medicamentosa, com estabilizador de humor, antidepressivos e antipsicóticos (como prevenção e fase aguda) e psicoterapia com orientação familiar. Crianças também são acometidas pelo transtorno bipolar de humor, muitas delas, na fase de euforia, recebem o diagnóstico de TDAH (Transtorno de Défict de Atenção e Hiperatividade), uma vez que os sintomas são muito semelhantes. Na fase de depressão, ela pode  apresentar irritabilidade e agressividade. Todavia há um diferencial importante pois a criança com TDAH, não apresenta tendência suicida como a depressão bipolar. O acompanhamento médico. é particularmente importante porque é bastante comum que o paciente de bipolaridade deseje interromper a terapia medicamentosa .A interrupção do uso do medicamento recomendado, via de regra, desencadeia novos episódios da conduta característica à essa condição: estados de depressão mais intensa e maior exaltação na euforia. Quanto a psicoterapia, a eficácia da Terapia comportamental e cognitiva é inquestionável por trabalhar com reforçadores positivos, capacidade de discriminar contingências aversivas e desenvolver repertório adequado para lidar com eventos que possam interferir diretamente no quadro. A restrição ao uso de álcool e outras drogas, sono suficiente e em horário regular, alimentação equilibrada e atividade física adequada, são fatores importantes para uma boa qualidade de vida de quem sofre de tais transtornos.

 

 

Referência:

 

AKISKAL, H.S.; BOURGEOIS, M.I.; ANGST, J.; MÖLLER, H.J; HIRSCHIFIELD, R. – Re-evaluating the prevalence of and 59 (suppl. 1): 5-30, 2000  David S. Holmes (Artmed, 2001) e Compêndio de psiquiatria diagnostic comparision within the broad clinical spectrum of bipolar disorder. J Affec Disord de Harold I. Kaplan, Benjamin J. Sadock e Jack A. Grebb (Artmed, 1997).