Publicado em Pânico, Sindrome do Panico

AJUDANDO A VENCER O PÂNICO


Como em qualquer batalha, você precisa conhecer o adversário para saber com que armas lutar.
Conhecer as armas, a dinâmica do inimigo e desenvolver estratégias para enfrentá-lo será a chave para seu sucesso. O primeiro ataque é uma surpresa. Pode ser que nem volte mais, Mas você sempre ficará apreensivo: – e se voltar?
Que tal se preparar e se fortalecer para um possível enfrentamento?
Com o PÂNICO é assim; a pessoa é pega desprevenida e o pior de tudo; a sensação de aniquilamento e de impotência é uma certeza. Depois do primeiro ataque, a preocupação principal agora é com o segundo, que muitas vezes nem chega a acontecer, mas que lhe deixa em estado de alerta. A partir de então, você deixa de fazer muitas coisas que antes eram rotineiras; deixa de ir a lugares, ver pessoas, enfim, muda toda sua rotina. Começa então uma peregrinação por consultórios médicos procurando uma explicação para o que lhe aconteceu. Não raro você ouvirá dos médicos que você clinicamente você não tem nada, mas também pode lhe dizer que “psicologicamente”, você tem algo.
Ai começa a questão; será que é Transtorno do Pânico ou será um ataque de Pânico em decorrência de quadro ansioso que pode ser uma fobia? É a partir do conhecimento sobre o que você apresenta que a solução se torna mais próxima e mais clara. Podemos ter um ataque de Pânico diante de uma situação com a qual julgamos não saber como lidar, ou mesmo diante de um objeto que nos pareça aversivo. Os sintomas são os mesmos em ambos casos.
Se você tem sudorese, taquicardia, enjôo, sensação de desmaio, sufocamento e etc diante de um rato, de uma barata, quando percebe uma tempestade se aproximando, até mesmo a presença seu chefe, ou seja, um evento que você julga ameaçador, você pode ter uma FOBIA, a qual precisa ser tratada com enfrentamento para diminuir sua ansiedade. Você vai junto com seu terapeuta aprender que as fobias são comportamentos aprendidos. Ira notar também que você pode conhecer o que de ameaçador realmente há na situação e ir se habituando e desaprendendo tal comportamento.
A Síndrome do Pânico é diferente; ela aparece sem um motivo aparente. Segundo alguns pesquisadores, por uma descompensação neuroquímica, segundo outros, por uma seqüência de acontecimentos estressantes ao longo do desenvolvimento. Também faz parte dos Transtornos Ansiosos. Você teve o primeiro, logo, vai ficar a espera do próximo ataque. Dependendo do lugar em que ocorreu, você começará a evitar este lugar na tentativa da não ocorrência de um novo episódio que é tão devastador que você acha que vai morrer. Mas fique tranqüilo; não existe na literatura, um único caso de morte por Pânico. E o que você precisa saber é como ele funciona, aceitá-lo e desenvolver estratégias de enfrentamento. Procure um psiquiatra. Ele vai avaliar se você precisa fazer uso de medicamentos. Se você tiver como fazer terapia, faça!  Oriento inicialmente que aceite o ataque. Se você se apavorar, seu corpo reagirá de forma mais intensa. Aprenda a respirar e a relaxar. Procure sentar-se confortavelmente, respire profundamente pelo nariz enchendo sua caixa torácica de ar, segure um pouco e solte pela boca também lentamente. Procure deixar seu corpo bem solto, bem relaxado. Você estará colocando em ação uma parte do seu sistema nervoso chamado parassimpático, que lhe dará uma grande ajuda fazendo você sair da crise. Logo os sintomas passarão e você verá que continua vivo e bem. Isso lhe fortalecerá para um próximo – se houver – e, em pouco tempo, não terá mais nenhum.
Use o medicamento que seu médico recomendar de modo adequado, sem interrupções e aprenda a enfrentar. Procure seguir sua rotina, pois só assim    você se fortalecerá.

 
Boa Sorte!

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Os números de 2010


Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Este blog é fantástico!.

Números apetitosos

Imagem de destaque

Um navio de carga médio pode transportar cerca de 4.500 contentores. Este blog foi visitado 14,000 vezes em 2010. Se cada visita fosse um contentor, o seu blog enchia cerca de 3 navios.

Em 2010, escreveu 6 novo artigo, aumentando o arquivo total do seu blog para 26 artigos. Fez upload de 9 imagens, ocupando um total de 7mb. Isso equivale a cerca de uma imagem por mês.

The busiest day of the year was 23 de março with 124 views. The most popular post that day was QUEM SOU EU.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram search.conduit.com, googleads.g.doubleclick.net, hotfrog.com.br, search.babylon.com e pt.shvoong.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por , panico, so, lourdes sola e terapia cognitivo comportamental

Atracções em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

1

QUEM SOU EU outubro, 2008

2

SOLIDÃO NA MATURIDADE DOS TEMPOS MODERNOS (simples assim) agosto, 2008

3

TRANSTORNO DO HUMOR – TRANSTORNO AFETIVO BIPOLAR julho, 2009

4

CASO CLÍNICO DE FOBIA ESPECÍFICA A SANGUE março, 2009

5

Como trabalha um Psicólogo Comportamental março, 2009

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Transtornos do Humor


Humor pode ser definido como o tônus da emoção ou a intensidade emocional. Este tônus pode estar dentro do padrão de normalidade, com leves oscilações; pode também estar em baixa por um período prolongado, que é o caso da depressão unipolar,( uma doença afetiva ou do humor) ou ainda estar oscilante de forma intensa, entre altos e baixos, passando por períodos de normalidade, que é conhecido como transtorno bipolar de humor ou depressão bipolar.

Depressão (unipolar) é o estado em que o humor está em baixa por um período longo, de seis até doze meses. Neste período predomina o sentimento de menos valia, de culpa pouco definida, desesperança e comprometimento do desempenho, na qualidade do sono, lentificação motora, idéias suicidas entre outros sintomas. A pessoa não encontra explicação para tal estado. Nada a faz feliz! Nada a reforça positivamente! Este estado não pode ser caracterizado por perdas reais como de um familiar, de um emprego, ou outras condições médicas e muitas menos por uso de substâncias psicoativas. Porque daí, a doença de base seria outra, e não a depressão.

Outra alteração do afeto é o chamado transtorno bipolar de humor, que é caracterizado por fases de depressão, alternadas com fases de euforia (mania ou hipomania), intercaladas por períodos de normalidade ao longo da vida e que poderá ou não, ser acompanhado por sintomas psicóticos.
Para entender melhor, mania é um estado de extrema excitação. E a hipomania já é um estado mais leve, não chega ao extremo mas nota-se uma elevação da intensidade emocional.

Na fase de depressão bipolar, os sintomas são os já relatados. O que vai diferenciar a depressão unipolar da bipolar, é a forma como se apresenta. O curso da doença, com um período de duração menor que na depressão unipolar; é de três a seis meses, início em idade precoce, (antes dos 25 anos), no pós parto,na personalidade basal hipertímica (caracterizada por alegria e alto nível de atividade), histórico familiar e ausência de resposta aos antidepressivos uma vez que a conduta medicamentosa é outra. Já os que caracterizam o estado de mania, são: tendência à megalomania, sensação de poder e de bem estar, tendência a falar muito mais do que o usual, aceleração do pensamento com fuga de idéias, inquietação motora ou maior energia para atividades sociais, sexuais, distraibilidade e pouca necessidade de sono e outros.

Quanto à forma clínica, o transtorno de humor pode se apresentar como, estado depressivo, estado depressivo recorrente, bipolar tipo I (com mais sintomas de euforia) e tipo II, (com mais sintomas de depressão). A incidência é igual em homens e mulheres, com a diferença que a mulher apresenta início mais tardio, tem ciclagem mais rápida (mudança de uma fase para outra), predomina o tipo II até por uma questão hormonal e tem menos tendência a se tornar alcoolista, por questões sociais. Mas vale ressaltar, que a mulher procura mais ajuda que o homem e também adere ao tratamento com mais facilidade.

As formas de tratamento são; medicamentosa, com estabilizador de humor, antidepressivos e antipsicóticos (como prevenção e fase aguda) e psicoterapia com orientação familiar. Crianças também são acometidas pelo transtorno bipolar de humor, muitas delas, na fase de euforia, recebem o diagnóstico de TDAH (Transtorno de Défict de Atenção e Hiperatividade), uma vez que os sintomas são muito semelhantes. Na fase de depressão, ela pode apresentar irritabilidade e agressividade. Todavia há um diferencial importante pois a criança com TDAH, não apresenta tendência suicida como a depressão bipolar. O acompanhamento médico. é particularmente importante porque é bastante comum que o paciente de bipolaridade deseje interromper a terapia medicamentosa .A interrupção do uso do medicamento recomendado, via de regra, desencadeia novos episódios da conduta característica à essa condição: estados de depressão mais intensa e maior exaltação na euforia. Quanto a psicoterapia, a eficácia da Terapia comportamental e cognitiva é inquestionável por trabalhar com reforçadores positivos, capacidade de discriminar contingências aversivas e desenvolver repertório adequado para lidar com eventos que possam interferir diretamente no quadro. A restrição ao uso de álcool e outras drogas, sono suficiente e em horário regular, alimentação equilibrada e atividade física adequada, são fatores importantes para uma boa qualidade de vida de quem sofre de tais transtornos.
Bibliografia

Akiskal HS. Special issue on circular insanity and beyond: historic contributions of French psychiatry to contemporary concepts and research on bipolar disorder. J Affect Disord. 2006;96:141-43.

Barlow,D. H.; Durand, V.M. (2008) Psicopatologia: Uma abordagem integrada .4.ed. – São Paulo-Congage Learning
 Fester, C. B. A (1973). Funcional Analysis of Depression. American Psychologist, 23, 1

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Loucos por animais


Loucos e alucinados por animais

 

A forma como nos relacionamos com o mundo tem muito a ver com a forma com que o mundo se relacionou conosco durante nosso desenvolvimento. Quem sofreu privação afetiva neste período tem muito mais possibilidades de ser frágil na forma de amar e se relacionar. A auto-estima e a autoconfiança serão sentimentos importantes nesta relação.

Não se pode generalizar, mas existem pessoas com repertório social limitado, que apresentam dificuldade em manter vinculo com seus iguais por vários motivos; entre eles está à questão da assertividade, autoconfiança e auto-estima. A pessoa não aprendeu a se relacionar adequadamente. Se estas pessoas se apaixonarem por alguém, com certeza será um amor patológico, ou seja, um relacionamento doloroso com uma grande carga de controle. Isso porque, na avaliação delas, terão dificuldade em aceitar um possível abandono por não acreditarem que são capazes de encontrar mais alguém com quem possam se relacionar. Ocupam-se exclusivamente do parceiro, sem controle.

            Na relação humano/animal, pode ser que “só a morte os separe”. Já a relação entre humano/humanos, muitas variáveis poderão entrar em ação.

O padrão patológico de se relacionar pode acontecer de ser humano para ser humano (com mais freqüência no sexo feminino por questões culturais) e de ser humano para animais. A grande diferença é que Cães e Gatos relacionam-se afetivamente com todos aqueles que lhes dão afeto, alimento e aconchego.  Eles nunca emitirão crítica e não sinalizarão comportamentos inadequados; serão sempre companhias não punitivas.  Irão sempre receber seu dono com alegria, mesmo quando este chega tarde. Não criticarão roupas feias, sujas, apertadas ou fora de moda e muito menos a desorganização. Ou seja, são companhias perfeitas.

É claro que estou me referindo aos excessos; amar e cuidar dos animais é uma ação muito nobre e saudável. O que diferencia o ANORMAL do PATOLÓGICO é a intensidade. E o perigo está no distanciamento justificado (eu me entendo melhor com os bichanos que com os humanos), cada vez maior e que acarreta em prejuízos sociais e comportamentais.

 

Maria de Lourdes da Cunha Sola

Terapeuta Cognitivo Comportamental

Especialista pela USP

CRP: 06/46882-6

 Loucos por felinos

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MODISMO


Pergunta feita por estudante de jornalismo da Puc-Campinas.

Gostaria de saber se a senhora poderia,  me falar sobre o poder que estes”modismos” exercem sobre a população, não só de jovens, mas também de pais de família bem sucedidos que gastam o salário para comprar uma armadura de Darth Vader (personagem de Star Wars) por exemplo, até que ponto isso influencia na vida da pessoa e como este processo pode ser amenizado para não chegar a graus extremo.

Falando de Modismo

Falemos sobre MODISMO mas não o entendamos como sinônimo de comportamento novo. O ser humano sempre foi movido por reforçadores positivos. Ao longo da existência, este sempre esteve envolvido em episódios que marcaram suas épocas de maneira catártica (a catarse refere-se à purificação das almas por meio de uma descarga emocional intensa).

Um grande exemplo é a antiga Roma, na Idade Media; as BATALHAS DE ARENA. Eram vários dias de preparativos, onde as pessoas se reuniam sedentas por batalhas que inevitavelmente terminavam em mortes. A multidão vibrava e todos esperavam os domingos para assistirem o sangue jorrar, fosse de animais ou de pessoas.

Se fizermos uma busca na linha do tempo, vamos encontrar em todos os séculos e em todas as décadas, movimentos marcantes da cultura. Vide Bossa Nova, Jovem Guarda, Iê Iê Iê e Tropicália, entre outros.

Cada época tem seu diferencial mas o objetivo é o mesmo: a busca de reforçadores. O que tem acontecido atualmente como se fosse um movimento novo, é na realidade, aperfeiçoamento tecnológico. A velocidade como os fatos se mostram, aliados à liberdade e oportunidade de expressão, tem permitido ao jovem e a criança maior acessibilidade as ofertas existentes.

As coisas vão mudando à medida que os estímulos vão crescendo; a sedução aumenta à medida que as informações e os acessos também crescem.

Bom, mas você me questionou sobre produtos e não movimento; voltando à linha do tempo: é a questão do prazer imediato que vai mudando de sentido. O que é reforçador para uma cultura, pra outra já perde o sentido. Conforme aumenta a possibilidade de acesso, aumenta o desejo. E é claro, o poder de sedução de marketing das empresas, traduzido pelo o conjunto de estratégias e ações que provêem o desenvolvimento, o lançamento e a sustentação de um produtos ou serviços do mercado consumidor (Dicionário Novo Aurélio). se encarrega da satisfação deste prazer imediato.Você me pergunta sobre as atitudes dos pais: Os pais de hoje, agem sob efeito de dois movimentos; o da culpa e o da repressão sofrida pela sua geração. A culpa surge por não saberem gerenciar trabalho e companhia genuína. E a repressão, por quererem que os filhos tenham o que não tiveram.

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FAÇA AS PAZES COM A BALANÇA


“O Leito de Procusto”

Segundo a mitologia grega, havia um bandido, chamado Procusto, habitando a região da Ática, na Grécia. Este tinha em sua casa, uma cama onde colocava as pessoas que por ali passavam e que eram presas por ele.  A sorte do prisioneiro dependia do seu tamanho em relação à cama; se  fosse  pequeno, seria esticado até alcançar o tamanho da desta e, se fosse grande, teria as pernas cortadas. E é desta maneira que caminha a sociedade atual, quando a temática é padrão de beleza. Todos têm que estar no padrao do manequim 40. Os que se adequam, comemoram sem muitas preocupações; já os que  não estao neste padrao, estão fadados ao sofrimento…

A questao e: onde começou tudo isso?! Nós vamos dançando sempre conforme as músicas que  sociedade toca.

Certo dia, ouvi de uma senhora algo que me chamou à atenção. Dizia ela que,  quando jovem, era muito bonita e tinha um corpo digno de capa de revista porem, ela só se deu conta agora, olhando fotos antigas. Naquela época, os valores eram outros além do corpo perfeito e o único problema relatado para os que estavam “acima da média”, era relacionado à saúde.

Hoje, a grande maioria das pessoas  que não está dentro do padrão é infeliz,  vivendo em atrito diário com a balança e o espelho. Para tornar a situação ainda mais sofrida, aonde quer que se vá, há sempre uma tentação gastronômica no meio do caminho. Os estímulos, as crescentes  facilidades do “disque e receba em casa”; o famoso delivery, estão por toda parte. Em contrapartida, quando abrimos a caixa do correio e pegamos a revista que acabou de chegar, na capa está sempre aquela linda modelo com o corpo desejado pela maioria das mulheres; logo ao lado em destaque: “emagreça sete quilos em uma semana sem passar fome” – uma fórmula mágica. E toda revista da semana fala a mesma coisa; emagreça, emagreça, emagreça! Entramos então na corrida maluca, mudando todo nosso cardápio e saindo em busca de uma academia. Ufa! Tentar até tentamos, mas o resultado não é nada reforçador. Perdemos dois, no maximo três quilos em uma semana e os recuperamos na próxima. Aí, nos sentimos tristes, vazios e altamente fracassados! Ainda não foi desta vez!

Ora, já que não deu certo, fazemos um ataque à geladeira como recompensa. Tentaremos mais adiante.

Como sobreviver a este paradoxo; de um lado, coma! De outro; emagreça!

Duas perguntas básicas irão ajudar nesta decisão tão difícil: você quer emagrecer para ter boa saúde e ficar bem com seu espelho ou você quer emagrecer para fazer parte de um grupo?

Seja qual for a resposta; a batalha é certa mas…e a vitória? Depende somente de onde realmente voce quer chegar e a que voce esta disposto a se privar!